Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Farmacoterapia de reabilitação e o impacto da vulnerabilidade social no acesso a medicamentos
PDF
PDF English

Arquivos suplementares

Arquivo suplementar
Supplementary Material

Palavras-chave

Deficiência
Medicamentos Essenciais
Reabilitação Neurológica
Vulnerabilidade Social

Como Citar

Farmacoterapia de reabilitação e o impacto da vulnerabilidade social no acesso a medicamentos. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25, e19777. https://doi.org/10.25248/reas.e19777.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar a vulnerabilidade social de pacientes internados em uma unidade de reabilitação hospitalar e seu acesso a medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal (DF). Métodos: Estudo observacional, descritivo, transversal, utilizando dados retrospectivos de 99 pacientes internados entre janeiro e dezembro de 2022. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e a presença de medicamentos prescritos nas listas de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) e Lista de Medicamentos Essenciais do Distrito Federal (REME-DF). Resultados: Dos medicamentos, 93 (76,2%) foram incluídos na REME-DF, 71 (58,2%) na RENAME e 63 (51,6%) na lista da OMS. A vulnerabilidade social foi observada em 63% dos pacientes. Conclusão: A REME-DF abrange a maioria dos medicamentos essenciais para a reabilitação, alinhada à Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF). No entanto, a organização dos serviços de saúde no DF deve ser reestruturada para superar as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência no acesso a medicamentos.

 

PDF
PDF English

Referências

AUDULV Å, et al. Managing everyday life: Self-management strategies people use to live well with neurological conditions. Patient Education and Counseling, 2021; 104(2): 413–421.

BERTOLDI AD, et al. Fontes de acesso e utilização de medicamentos na zona rural de Pelotas, Rio Grande do Sul, em 2016: estudo transversal de base populacional. Epidemiol. Serv. Saude, 2021; 30(1).

BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 338, de 06 de maio de 2004. Aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 maio 2004. Seção 1, p.52.

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social.

Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004; Norma Operacional Básica – NOB/Suas. Brasília, 2005. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf. Acessado em: 20 de dezembro de 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - PCDT. Ministério da Saúde, 2021. Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt. Acessado em: 29 de dezembro de 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME). Ministério da Saúde, 2022. Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/rename. Acessado em: 29 de dezembro de 2024.

CASTEL R. A dinâmica dos processos de marginalização: da vulnerabilidade à ``desfiliação’’. Ufba.br, 1997.

CLEMENTE KAP, et al. Barreiras ao acesso das pessoas com deficiência aos serviços de saúde: uma revisão de escopo. Revista de Saúde Pública, 2022; 56: 64.

CONRADIE T, et al. Rehabilitation and primary care treatment guidelines, South Africa. 2022.

DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Relação de Medicamentos do Distrito Federal (REME-DF). 2024a.

DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Protocolo - SES. Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Secretaria de Saúde do Distrito Federal, 2024b. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/protocolo-ses. Acessado em: 29 de dezembro de 2024

DRAINONI ML, et al. Cross-Disability Experiences of Barriers to Health-Care Access. Journal of Disability Policy Studies, 2006; 17(2): 101–115.

EMLs around the world. Essentialmeds.org, [s.d.]. Disponível em: https://global.essentialmeds.org/dashboard/medicines. Acessado em: 29 de dezembro de 2024

EZZIANE Z. Essential drugs production in Brazil, Russia, India, China and South Africa (BRICS): opportunities and challenges. International Journal of Health Policy and Management, 2014; 3(7): 365–370.

FIORATI RC e ELUI VMC. Social determinants of health, inequality and social inclusion among people with disabilities. Rev. Lat. Am. Enfermagem, 2015; 23(2): 329–336.

LEVESQUE JF, et al. Patient-centred access to health care: conceptualising access at the interface of health systems and populations. Int. J. Equity Health, 2013; 12: 18.

MAGARINOS-TORRES R, et al. Adesão às listas de medicamentos essenciais por médicos brasileiros em atuação no sistema único de saúde. Rev. Bras. Educ. Med., 2014; 38(3): 323–330.

MINELLI C, et al. Brazilian Academy of Neurology practice guidelines for stroke rehabilitation: part I. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2022a; 80(6): 634–652.

MINELLI C, et al. Brazilian practice guidelines for stroke rehabilitation: Part II. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2022b; 80(07): 741–758.

NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Transformando nosso mundo: A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/3. Acessado em: 29 de dezembro de 2024.

NASCIMENTO RCRM, et al. Availability of essential medicines in primary health care of the Brazilian Unified Health System. Revista de Saúde Pública, 2017; 51: 10.

NORWEGIAN INSTITUTE OF PUBLIC HEALTH. WHO Collaborating Center for Drug Statistics Methodology. Index ATCDDD-ATC/DDD. Fhi.noNorwegian Institute of Public Health, 2024. Disponível em: https://atcddd.fhi.no/atc_ddd_index/. Acessado em: 29 de dezembro de 2024.

OLIVEIRA LCF, et al. O acesso a medicamentos em sistemas universais de saúde – perspectivas e desafios. Saúde em Debate, 2019; 43(spe5): 286–298.

PENCHANSKY R e THOMAS JW. The concept of access: definition and relationship to consumer satisfaction. Med. Care, 1981; 19(2): 127–140.

RANSMAYR G. Challenges of caregiving to neurological patients. Wiener Medizinische Wochenschrift, 2021; 171(11–12): 282–288.

ROCHA WH, et al. Influence of pharmaceutical services organization on the availability of essential medicines in a public health system. Journal of Comparative Effectiveness Research, 2021; 10(6): 519–532.

ROVER MRM, et al. Acceso a medicamentos de alto precio en Brasil: la perspectiva de médicos, farmacéuticos y usuarios. Gaceta Sanitaria, 2016; 30(2): 110–116.

SCHULMAN-GREEN D, et al. Family Caregiver Support of Patient Self-Management During Chronic, Life-Limiting Illness: A Qualitative Metasynthesis. Journal of Family Nursing, 2021; 27(1): 55–72.

SMITH WT, et al. Disability in Cultural Competency Pharmacy Education. American Journal of Pharmaceutical Education, 2011; 75(2): 26.

TOMASIELLO DB, et al. TD 2832 - Desigualdades raciais e de renda no acesso à saúde nas cidades brasileiras. Texto para Discussão, 2023; 1–38.

VALENTIM RS, et al. Construção e validação de modelo lógico para Centros Especializados em Reabilitação. Revista de Saúde Pública, 2021; 55: 54.

VIEIRA FS. Assistência Farmacêutica no sistema público de saúde no Brasil. Rev Panam Salud Publica, 2010.

WALLACE LMK, et al. Social vulnerability as a predictor of mortality and disability: cross-country differences in the survey of health, aging, and retirement in Europe (SHARE). Aging Clin. Exp. Res., 2014; 27(3): 365–372.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Neurological disorders: public health challenges. World Health Organization, 2006.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Rehabilitation 2030: A call for action. Who.int, 7 fev. 2017. Disponível em: https://www.who.int/publications/m/item/rehabilitation-2030-a-call-for-action. Acessado em: 29 de dezembro de 2024.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Package of interventions for rehabilitation: module 3: neurological conditions. 2023.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Social determinants of health. Who.int, [s.d.]. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/social-determinants-of-health#tab=tab_1. Acessado em: 29 de dezembro de 2024.