Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Perfil das hospitalizações e da mortalidade materna por hemorragia pós-parto entre os estados da região Norte do Brasil, 2019 - 2023
PDF

Palavras-chave

Hemorragia pós-parto
Hospitalização
Mortalidade

Como Citar

Perfil das hospitalizações e da mortalidade materna por hemorragia pós-parto entre os estados da região Norte do Brasil, 2019 - 2023. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25(9), e21310. https://doi.org/10.25248/reas.e21310.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Descrever e comparar o perfil das hospitalizações e da mortalidade materna por hemorragia pós-parto (HPP) entre os estados da região Norte do Brasil, no período de 2019 a 2023. Métodos: Estudo ecológico, retrospectivo, de séries temporais com dados coletados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e da população residente. Foram analisados óbitos femininos por HPP (CID-10: O72). Calculou-se o coeficiente de mortalidade (CoM) e internações hospitalares (CIH), assim como aplicaram-se análises descritivas e inferenciais (p<0,05). Resultados: Foram registradas 726 hospitalizações e 76 óbitos, com maior concentração no Pará e Amazonas. Rondônia apresentou o maior CIH médio (3,04; IC95%: 1,18–4,89) e Roraima o maior CoM médio (0,42; IC95%: -0,23–1,07). A maioria dos casos ocorreu entre mulheres pardas, solteiras, com escolaridade entre 8 e 11 anos, idade entre 20 e 29 anos, atendimentos de urgência e óbitos registrados principalmente em unidades hospitalares. Conclusão: Apesar da redução dos CIH e CoM, persistem desigualdades estaduais que afetam a assistência obstétrica. Políticas integradas são essenciais para prevenir e manejar a HPP, reduzindo as disparidades na região Norte.

PDF

Referências

BRASIL. (2016). Redes de atenção: a Rede Cegonha. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2018/01/Redes-deA-rede-cegonha.pdf. Acessado em: 12 de junho de 2025.

COSTA RC, et al. Hemorragia pós-parto e a mortalidade materna: perfil epidemiológico. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 2023; 9(10): 6820–6833.

COSTA SD, et al. Mortalidade Materna por Hemorragia no Brasil / Maternal Mortality from Hemorrhage in Brazil. Brazilian Journal of Health Review, 2021; 4(2): 4333–4342.

DE FIGUEIREDO JÚNIOR AM, et al. O acesso aos serviços de saúde da população ribeirinha: um olhar sobre as dificuldades enfrentadas. Revista Eletrônica Acervo Científico, 2020; 13: e4680.

EVENSEN A, et al. Postpartum Hemorrhage: Prevention and Treatment. United States: American family physician, 2017; 95(7): 442–449.

FEDUNIW S, et al. Epidemiology, prevention and management of early postpartum hemorrhage — a systematic review. Ginekologia Polska, 2020; 91(1): 38–44.

FREITAS PS, et al. Análise da hemorragia pós-parto no brasil entre 2019 e 2023. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2024; 6(4): 1079–1093.

GONZAGA CM, et al. Disparities in female breast cancer mortality rates between urban centers and rural areas of Brazil: ecological time-series study. Netherlands: Breast (Edinburgh, Scotland), 2014; 23(2) 180–187.

GROBMAN WA, et al. Racial and ethnic disparities in maternal morbidity and obstetric care. United States: Obstetrics and gynecology, 2015; 125(6): 1460–1467.

GUIMARÃES RM, MOREIRA MR. Mortes maternas como desafio para a assistência obstétrica em tempos da Covid-19 no Brasil. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 2024; 24: e20230078.

HUANG CR, et al. Incidence and risk factors for postpartum hemorrhage after vaginal delivery: A systematic review and meta-analysis. Australia: The journal of obstetrics and gynaecology research, 2023; 49(7): 1663–1676.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022: População por cor ou raça. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/. Acessado em: 10 de junho de 2025.

LEAL MD, et al. Saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil nos 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS). Ciência & Saúde Coletiva, 2018; 23(6): 1915–1928.

LIMA CR, et al. Análise epidemiológica da mortalidade materna no Brasil. Brazilian Journal of Development, 2023; 9(8): 24241–24258.

MATOS SM, et al. Perfil epidemiológico dos óbitos maternos por hemorragia pós-parto no Brasil entre 2000 e 2023. Research, Society and Development, 2025; 14(3): e3814348444.

ONO SOUSA IA, et al. Mortalidade materna por hemorragia pós-parto nas regiões norte e nordeste: um estudo ecológico de série temporal. Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, 2024; 16(2).

SANTOS MC, et al. Perfil epidemiológico da mortalidade materna por hemorragia pós-parto no brasil no período de 2018 a 2022. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 2025; 11(1): 1115–1123.

SAY L, et al. Global causes of maternal death: a WHO systematic analysis. England: The Lancet. Global health, 2014; 2(6): e323-333.

SHELDON WR, et al. Postpartum haemorrhage management, risks, and maternal outcomes: findings from the World Health Organization Multicountry Survey on Maternal and Newborn Health. England: BJOG : an international journal of obstetrics and gynaecology, 2014; 121 Suppl 1: 5–13.

SILVA AD, et al. Racial disparities and maternal mortality in Brazil: findings from a national database. Revista de Saúde Pública, 2024; 58(1): 25.

SILVA LT, et al. Análise do perfil epidemiológico de internações por hemorragia pós-parto no brasil de 2018 a 2023. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2025; 7(2): 2339–2351.

SOARES LR, et al. Mortalidade por câncer de mama feminino no Brasil de acordo com a cor. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2015; 37(8): 388–392.

SOUZA JP, et al. Maternal near miss and maternal death in the World Health Organization’s 2005 global survey on maternal and perinatal health. Switzerland: Bulletin of the World Health Organization, 2010; 88(2): 113–119.

WATKINS EJ, STEM K. Postpartum hemorrhage. JAAPA, 2020; 33(4): 29–33.

YUNAS I, et al. Causes of and risk factors for postpartum haemorrhage: a systematic review and meta-analysis. England: Lancet (London, England), 2025; 40(10488): 1468–1480.