Resumo
Objetivo: Avaliar equipes multidisciplinares na assistência à comunidade LGBTQIAPN+, com foco no desenvolvimento de práticas interprofissionais em saúde. Métodos: Estudo avaliativo com abordagem quali-quantitativa, utilizando questionário adaptado da Escala de Prontidão para Aprendizagem Interprofissional (RIPLS), estruturado em três pilares: Trabalho em Equipe e Colaboração (TEC), Identidade Profissional (IP) e Atenção Centrada no Paciente (ACP). As respostas foram coletadas por meio de escala Likert de 5 pontos, variando de “discordo totalmente” a “concordo totalmente”. Resultados: Participaram 28 profissionais, dos quais 82% responderam ao questionário. Desses, 96% nunca haviam respondido instrumentos semelhantes. Os profissionais de nível superior mostraram-se na Zona de Conforto nos fatores TEC e ACP, mas na Zona de Alerta em IP. Os técnicos mostraram conforto apenas em ACP e também alerta em IP. Além disso, 73% dos profissionais de nível superior relataram experiências prévias com interprofissionalidade. Conclusão: A prática interprofissional ainda está em fase inicial de consolidação. As principais fragilidades residem na formação e no fortalecimento da identidade profissional, fator essencial para integrar e qualificar o trabalho em equipe na atenção à população LGBTQIAPN+.
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