Resumo
Objetivo: Verificar a prevalência de tontura em pessoas idosas vinculadas à Estratégia de Saúde da Família. Métodos: Estudo quantitativo, transversal, desenvolvido com 391 pessoas idosas vinculadas às Estratégias de Saúde da Família de um município do noroeste gaúcho. Dados coletados entre os meses de Junho e Novembro de 2021 com questionário sociodemográfico e Inventário de Handicap da Tontura. Utilizou-se a estatística descritiva e coeficiente de correlação de Spearman considerando nível de significância de 5%. Resultados: Entre as pessoas idosas mais jovens a prevalência de tontura foi de 44% e entre aqueles com 80 anos ou mais foi de 55,9%. Houve maior percentual de tontura entre as mulheres mais jovens (50%) do que aquelas com idade igual ou superior a 80 anos (61,4%). Dos homens idosos com idade inferior a 80 anos 32,4% possuíam tontura e dos que possuíam 80 anos ou mais, 45,8% apresentavam o distúrbio. Conclusão: A prevalência de tontura é significativa na população idosa e comumente está associada a outras patologias. A tontura autorreferida consiste em importante indagação na triagem, possibilita a identificação de pessoas idosas com risco de eventos adversos, como quedas, e determina intervenções que conduzem para a prevenção de agravos à saúde.
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