Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Cromomicose ocupacional em apanhador de açaí: um relato de caso na região amazônica
PDF

Palavras-chave

Cromoblastomicose
Exposição Ocupacional
Açaí

Como Citar

Cromomicose ocupacional em apanhador de açaí: um relato de caso na região amazônica. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25(10), e21846. https://doi.org/10.25248/reas.e21846.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Descrever um caso de cromoblastomicose em apanhador de açaí na região amazônica. Detalhamento do caso: Paciente do sexo masculino, 41 anos, com queixa de lesão verrucosa crônica no dorso medial do pé esquerdo, associada a dor, prurido e edema. Exerce como atividade ocupacional a coleta de açaí, a qual utiliza como ferramenta de trabalho a peconha artesanal, fator possivelmente relacionado à inoculação do agente etiológico. Ao exame físico, observou-se placa eritematocrostosa, com áreas exulceradas, de aspecto verrucoso, bem delimitada, medindo cerca de 5 cm. A dermatoscopia evidenciou black dots, escamas, eritema periférico e sinais de fibrose. O exame micológico direto revelou células muriformes compatíveis com cromoblastomicose. O tratamento incluiu itraconazol e crioterapia, com evolução clínica favorável. Considerações finais: O caso evidencia a relação entre fatores ocupacionais e o desenvolvimento de micoses subcutâneas de evolução crônica. A descrição clínica, dermatoscópica e histopatológica, associada à resposta terapêutica, contribui para a ampliação do conhecimento sobre o manejo eficaz da doença, a qual é subnotificada e negligenciada em áreas endêmicas. Por fim, destaca-se a importância da vigilância dermatológica em populações expostas a riscos ambientais, como extrativistas e agricultores, visando favorecer o diagnóstico precoce e a adoção de medidas de prevenção e tratamento adequados.

PDF

Referências

ASSEFA W, et al. Chromoblastomycosis: delayed diagnosis with extensive cutaneous lesions. Int J Infect Dis. 2023; 131:50-52.

BELDA JR W, et al. Chromoblastomycosis: New Perspective on Adjuvant Treatment with Acitretin. Diseases, 2023; 11(4):162.

BARBOSA LSP, et al. Chromoblastomycosis in Brazil: A review of 450 published cases. Rev Soc Bras Med Trop, 2024; 57:e00205-2024.

CAMPOS VRV, et al. Cromomicose: relato de caso de difícil conclusão diagnóstica e tratamento. Braz J Surg Clin Res, 2021; 34(1):34-36.

CHAUHAN P, et al. Dermoscopy of Chromoblastomycosis. Indian Dermatol Online J, 2019; 10(6):759-760.

CURTIS KL, et al. Dermatologic fungal neglected tropical diseases-Part I. Epidemiology and clinical features. J Am Acad Dermatol, 2025; 92(6):1189-1206.

DHAR S, et al. A Rare Case of Chromoblastomycosis Presenting as a Primary Ulcer. Indian J Dermatol, 2022; 67(5):560-562.

GON TC, et al. Successful treatment of chromoblastomycosis using cryosurgery in association with low-dose itraconazole. Surg Cosmet Dermatol, 2023;15:e20220154.

GUEVARA A, et al. Chromoblastomycosis in Latin America and the Caribbean: Epidemiology over the past 50 years. Med Mycol, 2021; 60(1):myab062.

KOEHLER A, et al. Melanin and chromoblastomycosis agents: Characterization, functions, and relation with antifungals. J Basic Microbiol, 2021; 61(3):203-211.

KHODEIR J, et al. Triple therapy approach for treating chromoblastomycosis in a Lebanese patient. Clin Case Rep. 2024; 12(10):e9392.

KURIEN G, et al. Cromoblastomicose. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing, 2024.

MARTINELLI MB, et al. Treatment-Resistant Chromoblastomycosis Successfully Managed With Surgical Excision. Cureus, 2024; 16(11):e73619.

PASSERO LFD, et al. Reviewing the Etiologic Agents, Microbe-Host Relationship, Immune Response, Diagnosis, and Treatment in Chromoblastomycosis. J Immunol Res, 2021; 2021:9742832.

RAPINI RP. Practical Dermatopathology: doenças fúngicas (13º capítulo). Philadelphia: Elsevier, 2012.

SANTOS DWCL, et al. The global burden of chromoblastomycosis. PLoS Negl Trop Dis, 2021; 15(8):e0009611.

SHENOY MM, et al. Chromoblastomycosis: A Case Series and Literature Review. Indian Dermatol Online J, 2023; 14(5):665-669.

SMITH DJ, et al. A global chromoblastomycosis strategy and development of the global chromoblastomycosis working group. PLoS Negl Trop Dis, 2024; 18(10):e0012562.

SOUSA GSM, et al. Identification of Chromoblastomycosis and Phaeohyphomycosis Agents through ITS-RFLP. J Fungi (Basel), 2024; 10(2):159.

VALENTIN J, et al. Chromoblastomycosis in French Guiana: Epidemiology and Practices, 1955-2023. J Fungi (Basel), 2024; 10(3):168.

ZHENG J, et al. Successful management of chromoblastomycosis utilizing conventional antifungal agents and imiquimod therapy. Ann Clin Microbiol Antimicrob, 2024; 23(1):57.