Resumo
Objetivo: Analisar as principais urgências e emergências pediátricas no Brasil entre 2020 e 2023. Métodos: Estudo ecológico baseado em dados secundários do DATASUS, abrangendo causas clínicas e traumáticas em diferentes faixas etárias e regiões do país. Resultados: Observou-se predominância de emergências clínicas em relação às traumáticas, com destaque para os casos respiratórios e gastrointestinais. As emergências traumáticas mais frequentes foram quedas, sobretudo no Sudeste, e queimaduras, com maior incidência nas regiões Nordeste e Sudeste, principalmente em crianças de 1 a 4 anos. Houve aumento expressivo de casos respiratórios durante a pandemia da COVID-19. Emergências neurológicas e arboviroses também apresentaram relevância, especialmente no Nordeste. Desigualdades socioeconômicas e limitações no acesso e na capacitação profissional contribuíram para agravar o cenário. Conclusão: As emergências clínicas superaram as traumáticas no período analisado, sendo os quadros respiratórios os mais incidentes. Os achados reforçam a necessidade de padronização de protocolos, ampliação da formação profissional e fortalecimento da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, a fim de reduzir desigualdades e aprimorar os desfechos pediátricos no país.
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