Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Acidente vascular do tronco encefálico em disfarce: relato da síndrome de Dejerine bilateral
PDF

Palavras-chave

Acidente vascular cerebral
Tronco encefálico
Neurologia

Como Citar

Acidente vascular do tronco encefálico em disfarce: relato da síndrome de Dejerine bilateral. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(2), e22949. https://doi.org/10.25248/reas.e22949.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Relatar o desafio diagnóstico até a admissão em hospital terciário de paciente masculino, 67 anos, com diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e dislipidemia, que cursou com Síndrome de Dejerine bilateral, forma rara de infarto bulbar medial, bem como o tratamento adequado para o evento vascular. Detalhamento de caso: Os sintomas neurológicos foram notados pelo paciente de forma insidiosa, ocasionando atraso diagnóstico. Em atendimento primário, o quadro foi inicialmente interpretado como síndrome de Guillain-Barré, hipótese descartada em serviço terciário por achados clínicos incompatíveis. O paciente relatou inicialmente disfonia, parestesia e paresia em membro inferior direito, e notou dias após acometimento de dimídio contralateral, com hipoestesia tátil, vibratória e dolorosa. Diante da persistência dos déficits e dificuldade diagnóstica, foi encaminhado para ressonância magnética de crânio em serviço terciário, a qual evidenciou restrição à difusão na porção medial do bulbo bilateralmente, compatível com Síndrome de Dejerine. O diagnóstico foi estabelecido por correlação clínico-radiológica em nossa instituição. Considerações finais: A Síndrome de Dejerine bilateral é extremamente rara e o reconhecimento precoce do padrão clínico-radiológico é fundamental para o manejo e prognóstico, tratando-se de acidente vascular cerebral.

PDF

Referências

DAVISON C, et al. Syndrome of the anterior spinal artery of the medulla oblongata. Archives of Neurology and Psychiatry, 1937; 37:91–107.

DEJERINE J, et al. Sémiologie des affections du système nerveux. Paris: Masson, 1914; 226–230.

DESHPANDE A, et al. Bilateral medial medullary infarction: a rare case report. Journal of Clinical Neuroscience, 2013; 20: 1736–1738.

DUARTE-CELADA J, et al. Heart appearance sign in bilateral medial medullary infarction: neuroimaging findings and clinical correlations. Neurology India, 2024; 72: 45–49.

FAN M, et al. Bilateral medial medullary infarction with intravenous thrombolytic therapy: a case report. Medicine (Baltimore), 2019; 98: e17883.

FEIGIN VL, et al. World Stroke Organization: Global Stroke Fact Sheet 2025. International Journal of Stroke, 2025; 20: 132–144.

FREITAS LS, FAZAN VPS. Revisão de anatomia e correlações clínicas do tronco encefálico, parte I: bulbo. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, 2022; 26: e8423.

GALLEGOS K, et al. Stroke Strikes in Silence: Bilateral Medial Medullary Infarction in a Patient With Complete Hearing Loss. Cureus, 2024; 16: e52965.

KOHLHASE K et al. Large-vessel occlusion in patients with previous ischemic stroke: an analysis of adherence to secondary preventive medication for different etiologies. Journal of Neurology, 2023; 270: 254–262.

MACHADO A, HAERTEL LM. Neuroanatomia funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2019.

PATWARDHAN S, et al. Bilateral medial medullary syndrome: a rare case report. Journal of Neurosciences in Rural Practice, 2014; 5: 398–400.

POWERS WJ, et al. 2019 update to the 2018 guidelines for the early management of acute ischemic stroke: a guideline for healthcare professionals from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke, 2019; 50: e344–e418.

RODRIGUES MS, et al. Fatores de risco modificáveis e não modificáveis do AVC isquêmico: uma abordagem descritiva. Revista de Medicina (São Paulo), 2017; 96: 187–192.

SAWADA H, et al. Bilateral medial medullary infarction: clinical, neuroimaging and prognostic features. Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, 1990; 53: 319–322.

SEZGIN M, et al. Medial medullary infarction: clinical, radiological findings and long-term prognosis. Acta Neurologica Belgica, 2013; 113: 417–423.

SPILLER WG, et al. The symptom complex of a lesion of the uppermost portion of the anterior spinal and adjoining portion of the vertebral arteries. Journal of Nervous and Mental Disease, 1908; 35:775–777.

TAO LS, et al. A comparative analysis of 375 patients with lateral and medial medullary infarction. Journal of Stroke and Cerebrovascular Diseases, 2012; 21: 480–486.

TATJANA V, et al. Anatomic and MRI bases for medullary infarctions with patients’ presentation. Vojnosanitetski Pregled, 2014; 71: 501–508.

TOYODA K, et al. Medial medullary infarction: Analyses of eleven patients. Neurology, 1996; 47: 1141-1147.

WEIN TH, et al. Canadian stroke best practice recommendations: secondary prevention of stroke, sixth edition practice guidelines, update 2017. International Journal of Stroke, 2018; 13: 420–443.