Resumo
Objetivo: Analisar a ocorrência de Leucemias Linfoides de 0 a 19 anos na região Norte, de 2015 a 2024. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo epidemiológico com dados no DATASUS. Os parâmetros incluíram faixa etária, sexo, unidade federativa e comparação entre Leucemia Linfoide e Leucemia Mieloide. Resultados: As leucemias linfoides são classificadas em leucemia linfoide aguda (LLA) e leucemia linfoide crônica (LLC). Uma analise entre 2015 e 2024 foi visto que a leucemia linfoide aguda teve maior incidência em crianças de 2 e 5 anos, com o registro de 788 casos, sendo o total de 2.346 casos. Comprovou-se que os casos foi maior no sexo masculino tendo 1.368 casos, enquanto o sexo feminino apresentou 978. O Pará manifestou maior números de casos, com 1.439 casos. Verificou-se que as Leucemias Linfoides são mais frequentes em relação das Leucemias Mieloides, com o registro de 2.346 casos de Leucemia Linfoide e 345 casos de Mieloide. Conclusão: Conclui-se que a identificação de fatores genéticos e socioeconômicos, são de grande importância para o diagnóstico na região Norte, bem como para subsidiar políticas públicas, estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e melhoria do acesso aos serviços de saúde pediátrica, especialmente em regiões com desigualdades significativas.
Referências
ALMAIMAN A, et al. Perfil proteômico da leucemia linfoide. Revista do Colégio de Médicos e Cirurgiões – Paquistão: JCPSP, 2018; 28(2): 133-145.
CARDIS E, et al. Radiation dose and cancer risk: assessment of studies of nuclear workers. Radiation Research, 2007; 167(4): 396–416.
CARVALHO R, et al. Incidência de linfomas e leucemias na Região Norte (2013–2023). J. Health Biol. Sci., 2025; 13(1): e5798.
CLARKE A, et al. X chromosome gene activation in female immune cells. PMC, 2016. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4833277/. Acessado em: 9 de novembro de 2025.
DE SOUZA HDSC, et al. Panorama epidemiológico das internações por leucemia em crianças até 9 anos no Brasil (2019–2023). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2024; 6(8): 5173–5187.
FERREIRA JM. Incidência, mortalidade e sobrevida de leucemia e linfoma no município de Fortaleza, Ceará. Dissertação — Fiocruz, 2010.
HARRISON CJ. Preventing childhood leukaemia through lifestyle changes. Leukemia, 2021; 35(5): 1265–1266.
IBGE. Pará – Cidades e Estados. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa.html. Acessado em: 1 out. 2025.
INCA. Leucemia. Rio de Janeiro: INCA, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inca. Acessado em: 31 out. 2025.
INCA. Estimativa 2023: Incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2023. Disponível em: https://www.inca.gov.br/estimativa. Acessado em: 31 out. 2025.
LU X, et al. X chromosome-linked tumor suppressor genes and leukemia susceptibility in males. PMC, 2017.
MALARD F, et al. Acute lymphoblastic leukaemia. The Lancet, 2020; 395: 1146–1162.
RESENDE DPM, et al. Perfil epidemiológico da leucemia linfoide em Minas Gerais (2017–2024). Hematology, Transfusion and Cell Therapy, 2024; 46(S4): S1046.
RIES L. SEER Cancer Statistics Review, 1975–2002. Disponível em: https://seer.cancer.gov/archive/csr/1975_2002/. Acessado em: 23 jun. 2025.
SCHRÄDER JR, et al. Uma análise da LLA em crianças com síndrome de Down. Revista Caderno Pedagógico, 2024; 21(8): 1–14.
SIEGEL RL, et al. Cancer statistics 2024. CA Cancer J Clin, 2024; 74(1): 12–49.
SILVA FF, LATORRE MRDO. Sobrevida das LLA em crianças de SP. Cadernos de Saúde Pública, 2020; 36(3): e00008019.
SILVA GCP, et al. Exposição parental a pesticidas e risco de leucemia infantil. Hematology, Transfusion and Cell Therapy, 2024; 46(S4): S1-S1267.
SMITH J, et al. Estrogen-mediated immune protection and apoptosis in hematopoietic cells. PMC, 2020.
VAN MAELE-FABRY G, et al. Exposure to pesticides and childhood leukemia risk. Environmental Pollution, 2021; 285: 117376.
