Resumo
Objetivo: Estimar a prevalência e analisar os fatores associados à mortalidade na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Métodos: Estudo quantitativo, transversal e retrospectivo, realizado com prontuários de pacientes hospitalizados em três UTIs. Amostra não probabilística, por conveniência, composta por 304 prontuários. A análise de fatores associados à mortalidade foi feita por regressão logística. Resultados: Observou-se maior prevalência de pacientes com 60 anos ou mais (n= 167;54,9%), do sexo masculino (n=172; 56,6%), provenientes da emergência (n=161;53,0%), com tempo de permanência na UTI de 1 a 7 dias (n=215; 70,7%), e em ventilação mecânica invasiva (n=164;53,9). Além disso, 14,1% (n=43) apresentaram parada cardiorrespiratória (PCR). As variáveis significativamente associadas ao óbito foram o tempo de permanência na UTI de 1 a 7 dias (OR:5,16), VMI (OR:22,80), uso de drogas vasoativas (OR:6,84) e ocorrência de PCR (OR:21,76). Conclusão: Fatores como tempo de permanência na UTI de 1 a 7 dias, uso de VMI, de drogas vasoativas e ocorrência de PCR aumentam consideravelmente o risco de mortalidade em pacientes críticos. Os resultados contribuem para o conhecimento sobre o perfil dos pacientes internados em UTIs e auxiliam na identificação de condições associadas a piores desfechos, favorecendo estratégias de cuidado mais direcionadas.
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