Resumo
Objetivo: Identificar as percepções de profissionais de saúde acerca das políticas públicas de gênero na Atenção Primária à Saúde (APS). Métodos: Pesquisa descritiva e exploratória, com abordagem qualitativa, realizada com 12 trabalhadores de saúde, no período de setembro a novembro de 2024 em um município do Rio Grande do Sul. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, analisadas a partir da análise temática. Resultados: Identificou-se fragilidades na implementação de políticas públicas com perspectiva de gênero, revelando que a população LGBT+ enfrenta barreiras persistentes no acesso e no acolhimento, decorrentes de atitudes preconceituosas, práticas discriminatórias e lacunas formativas dos profissionais. Conclusão: Torna-se necessária uma articulação efetiva entre as políticas públicas, profissionais da saúde e o compromisso contínuo da gestão para a superação dessas dificuldades. Além disso, são indispensáveis investimentos em educação permanente e uma formação acadêmica sensível às questões de gênero e sexualidade e em ações intersetoriais capazes de consolidar um sistema de saúde orientado pela equidade e pelo respeito à diversidade.
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