Resumo
Objetivo: Compreender os efeitos no comportamento dos bebês recém-nascidos prematuros submetidos à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) em um Hospital Geral de referência, diante da presença e da ausência da figura materna. Métodos: A pesquisa tem caráter observacional, do tipo etnográfico, com 07 (sete) bebês recém-nascidos prematuros, no período de um ano, utilizando uma adaptação do método Bick. A pesquisa qualitativa interpretou os comportamentos dos recém-nascidos prematuros à luz da psicanálise e a importância da presença da figura materna em bebês pré-termo em uma UTIN. Resultados: A presença materna esteve associada a respostas de quietude, relaxamento e menor prevalência de choro nos bebês, enquanto sua ausência desencadeou agitação, choro persistente e retraimento. O contato físico, o colo e a fala materna mostraram-se recursos eficazes na regulação emocional e no fortalecimento do vínculo afetivo, construindo um ambiente com maior segurança psíquica e bem-estar ao bebê durante a hospitalização. Conclusão: A presença materna na UTIN contribui positivamente para a regulação emocional do bebê prematuro, oferecendo-lhe presença afetiva para desenvolver o psiquismo do bebê. Como desafio, destacam-se adaptações do método Bick ao ambiente hospitalar e a alta do bebê para as demais unidades neonatais que não compõem o local de pesquisa.
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