Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Prevalência dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) nas regiões de saúde do estado do Pará, Brasil
PDF

Palavras-chave

Acidente Vascular Cerebral
Prevalência
Epidemiologia
Saúde Pública

Como Citar

Prevalência dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) nas regiões de saúde do estado do Pará, Brasil. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(5), e23281. https://doi.org/10.25248/reas.e23281.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar a prevalência de AVC no estado do Pará entre 2019 e 2023, identificando padrões regionais e temporais. Métodos: Estudo epidemiológico descritivo e quantitativo, utilizando dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e Sistema de Informações Hosptitalares (DATASUS/SIH-SUS). A prevalência foi calculada por (casos/população) × 100, e o nível de risco classificado em tercis. Resultados: Foram registrados 14.263 casos em 18 municípios do estado do Pará, observou-se aumento progressivo de casos em 31,7%, com pico em 2023 registrando 3.558 casos. A Região Metropolitana de Belém concentra (35%) dos casos, enquanto municípios como Capanema (0,84%) e Castanhal (0,74%) apresentaram as maiores prevalências. Idosos com 60 ou + anos representaram (70,1%) dos casos, e homens predominaram (52,1%). Conclusão: Disparidades regionais e fatores como subnotificação pós-pandemia destacam a necessidade de políticas públicas direcionadas a regiões de alto risco, com ênfase na prevenção de fatores modificáveis (hipertensão arterial e diabetes melittus) e fortalecimento da Atenção Primária em Saúde.

PDF

Referências

AZARPAZHOOH MR, et al. Stroke Prevention: Little-Known and Neglected Aspects. Cerebrovascular Diseases, 2021; 50(6): 622-635.

BENTO IC, et al. Fatores contextuais e individuais associados à hipertensão arterial entre idosos brasileiros (Pesquisa Nacional de Saúde - 2013). Revista Brasileira de Epidemiologia, 2020; 23.

BRASIL. Ministério da Saúde. 2024. Acidente Vascular Cerebral (AVC). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/avc. Acessado em: 25 agosto de 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde (CNS). 2016. Resolução n° 510, de 07 de abril de 2016: Normas nas pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/resolucoes/2016/resol ucao-no-510.pdf/view. Acessado em: 06 setembro de 2024.

BRASIL LM, et al. Análise da mortalidade por acidente vascular cerebral no Brasil entre 2018 e 2021. Revista Sociedade Científica, 2024; 7(1): 1238–1250.

CHAUDHRY R, et al. The efficacy of antihypertensive drugs in lowering blood pressure and cardiovascular events in the elderly population: a systematic review and meta-analysis. Cureus. Cureus Journal of Medical Science, 2024; 16(1): e52053.

FEIGIN, VL e OWOLABI, MO. Pragmatic solutions to reduce the global burden of stroke: a World Stroke Organization–Lancet Neurology Commission. The Lancet Neurology. 2023; 22(12): 1160-1206.

FONSECA GWP, et al. Testosterona e doença cardiovascular: do tratamento ao uso abusivo. Revista da SOCESP, 2019; 29(4): 393-399.

FRANCISCO PMSB, et al. Prevalência e coocorrência de fatores de risco modificáveis em adultos e idosos. Revista de Saúde Pública, 2019; 53: 86.

GIOVANELLA L, et al. Cobertura da Estratégia Saúde da Família no Brasil: o que nos mostram as Pesquisas Nacionais de Saúde 2013 e 2019. Ciência & Saúde Coletiva, 2021; 26(Supl. 1): 2543-2556.

HALL P, et al. Interventions for behaviour change and self-management of risk in stroke secondary prevention: an overview of reviews. Cerebrovascular Diseases, 2024; 53(1): 1-13.

HILKENS NA, et al. Stroke. The Lancet, 2024; 403(10446): 2820-2836.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Projeções da população: Brasil, grandes regiões e unidades da federação - Revisão 2024. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html. Acessado em: 03 fevereiro de 2025.

KASTRUP A. Endovascular Therapy vs. Thrombolysis in Pre-stroke Dependent Patients with Large Vessel Occlusions Within the Anterior Circulation. Frontiers in Neurology, 2021; 12: 666596.

LI C, et al. Hypertension, diabetes, CKD and acute kidney disorder risk in COVID-19 patients. Nephrology Dialysis Transplantation, 2024; 39(Suppl_1): gfae069–1135–1175.

LI Z, et al. Association of total and moderate-to-vigorous physical activity with stroke risk: a dose-response meta-analysis of 2,639,086 participants from 14 international prospective cohort studies. International Journal of Stroke, 2025.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2025. DATASUS. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/.Acessado em: 10 janeiro de 2025.

OLIVEIRA GMM, et al. Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa - 2024. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2024; 121(7): e20240478.

SAAD M, et al. Effects of intensive blood pressure control on cardiovascular outcomes in patients with diabetes: a systematic review and meta-analysis. Primary Care Diabetes, 2025; 19(5): 422-425.

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE PÚBLICA DO PARÁ. Regionais de Saúde. Disponível em: http://www.saude.pa.gov.br/a-secretaria/regionais-de-saude/. Acessado em: 23 outubro 2025.

SOUSA JÚNIOR WC, et al. COVID-19: Local/regional inequalities and impacts over critical healthcare infrastructure in Brazil. Ambiente & Sociedade, 2020; 23: 1-15.

SOUZA ARM, et al. Doença cerebrovascular isquêmica e hemorrágica no Brasil: tendência de mortalidade e correlação com indicadores socioeconômicos em 20 anos. Ciência & Saúde Coletiva, 2025; 30(Supl. 2): e18932023.

TOMASI E, et al. Adequação do cuidado a pessoas com hipertensão arterial no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 e 2019. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, 2022; 31(2): e2021916.

YELTON SEG, et al. Association Between Congenital Heart Disease and Stroke: Insights from a National Database. Pediatric Cardiology, 2024; 45(1): 1-7.