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Leishmaniose: análise epidemiológica e distribuição espacial em áreas de cerrado maranhense, 2008–2020
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Palavras-chave

Doenças Tropicais Negligenciadas
Phlebotominae
Mosquito-palha
Análise Espacial

Como Citar

Leishmaniose: análise epidemiológica e distribuição espacial em áreas de cerrado maranhense, 2008–2020. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(5), e23451. https://doi.org/10.25248/reas.e23451.2026

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Resumo

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e a distribuição espacial da leishmaniose visceral e leishmaniose tegumentar nos municípios que compõem a Unidade Regional de Saúde de Codó, Maranhão, no período de 2008 a 2020. Métodos: Utilizaram-se dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, georreferenciados e avaliados temporal e espacialmente. Resultados: Foram confirmados 577 casos de leishmaniose visceral com picos de registros em 2013 e 2017 e 488 casos de leishmaniose tegumentar com picos em 2011 e 2015. Codó concentrou os maiores registros, com 286 casos de leishmaniose visceral e 232 de leishmaniose tegumentar. A leishmaniose visceral acometeu principalmente indivíduos menores de 19 anos (p-valor<0,001), enquanto a leishmaniose tegumentar foi mais frequente em adultos (p-valor<0,001). Em ambas as formas, a maior ocorrência foi entre indivíduos com baixa escolaridade (analfabetos ou ensino fundamental) e de cor/raça preta ou parda. A distribuição por sexo foi equilibrada para leishmaniose visceral, mas a leishmaniose tegumentar apresentou maior prevalência em homens (p-valor<0,001). Conclusão: Os resultados evidenciam o caráter endêmico da região, com diferenças no perfil epidemiológico da leishmaniose visceral e leishmaniose tegumentar, reforçando a necessidade de intensificar ações de vigilância, prevenção e controle voltadas às populações mais vulneráveis.

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