Resumo
Objetivo: Caracterizar as demandas atendidas pelo Serviço Regional de Atendimento Móvel de Urgência-Consórcio Intermunicipal de Saúde Sudeste (SAMU/CISDESTE) no município de Juiz de Fora/MG buscando identificar o funcionamento efetivo da Rede de Atenção às Urgências e Emergências do município, especialmente em relação à Atenção Primária à Saúde (APS), entre outubro/2022 e setembro/2023. Métodos: Estudo transversal quantitativo com utilização de dados secundários do Sistema de Informações da Central de Regulação de Urgência do SAMU/CISDESTE. Foram realizadas análises descritivas e o teste q-quadrado (p≤0,05) com auxílio do softwareSPSS. Resultados: Os homens representaram 53,6% da demanda atendida, com associação aos atendimentos traumáticos. Idosos corresponderam 44,1% dos atendimentos. Ocorrências clínicas representaram 64,8%, com associação a mulheres e idosos. Queda da própria altura representou 8,8% da demanda. Embora haja cobertura de unidades básicas de saúde nos bairros de maior demanda, 58,6% dos atendimentos ocorreram fora do horário de funcionamento. 51,02% dos atendimentos foram classificadas como demandas pouco urgentes/não urgentes. O principal desfecho dos atendimentos foi o encaminhamento dos usuários para unidades de saúde de maior complexidade. Conclusão: Parte dos atendimentos do SAMU/CISDESTE seria passível de manejo na APS, evidenciando fragilidades na organização da rede e possível inadequação na utilização dos serviços pela população.
Referências
ALMEIDA AB, et al. Mobile emergency medical services in the psychological crisis and the psychosocial paradigm. Texto contexto – enfermagem, 2015;24(4):1035–43.
ALMEIDA PMV, et al. Análise dos atendimentos do SAMU 192: Componente móvel da rede de atenção às urgências e emergências. Escola Anna Nery,2016;20(2):289–295.
BATTISTI GR, et al. Perfil de atendimento e satisfação dos usuários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Revista Gaúcha de Enfermagem, 2019;40:e20180431.
BOUSQUAT A, et al.Primary health care and the coordination of care in health regions: Managers’ and users’ perspective. Ciências e Saúde coletiva,2017;22(4):1141–54.
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Manual Instrutivo da Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: MS; 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde (MS).Portaria nº 1.600, de 7 de julho de 2011. Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União 2011; 7 jul.
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Portaria nº 1010, de 21 de maio de 2012. Redefine as diretrizes para a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e sua Central de Regulação das Urgências, componente da Rede de Atenção às Urgências. Diário Oficial da União 2012; 21 mai.
BRASIL.Ministério da Saúde (MS). Portaria nº 1863, de 29 de setembro de 2003. Institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Diário Oficial da União 2003; 29 nov.
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar. Brasília:MS; 2013.
CAMPIOL NL, et al. Perfil Dos Atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Município de Gurupi, Tocantins. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, 2023;27(8):4214–29.
CARRET MLV, et al.Inappropriate use of emergency services: a systematic review of prevalence and associated factors. Cadernos de Saúde Pública, 2009;25:7-28.
CHEVONIK IE, et al. Perfil dos atendimentos das unidades de suporte avançado do SAMU regional metropolitano do Paraná. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021;13(7):e8136.
CISDESTE. 2023. Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste. Área de atuação. Disponível em: http://www.cisdeste.saude.mg.gov.br/. Acessado em: 4 de outubro de 2023.
CNES. 2025. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Consulta de estabelecimento. Disponível em: https://cnes.datasus.gov.br/pages/estabelecimentos/consulta.jsp. Acessado em: 30 de janeiro de 2025.
CORREIA LO dos S, et al. Métodos para avaliar a completitude dos dados dos sistemas de informação em saúde do Brasil: uma revisão sistemátic, Miranda DJC a. Ciências eSaúde Coletiva, 2014;19(11):4467–78.
DI GIOVANNI M. Rede Cegonha: da concepção à implantação. Trabalho de conclusão de curso-Especialização. (Especialização em Gestão Pública) - Escola Nacional de Administração Pública, 2013; 44p.
FABRÍCIO SCC, et al. Causas e consequências de quedas de idosos atendidos em hospital público. Revista de Saúde Pública, 2004;38(1):93-9.
FONSECA ALB, BENAVIDES VMS. Crise convulsiva febril em crianças: uma revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo Médico, 2022;3:e9780.
FREITAS VCA, et al. Clinical and obstetric situation of pregnant women who require prehospital emergency care. Revista Brasileira de Enfermagem, 2020;73:e20190058.
HORA RS, et al. Caracterização do atendimento do serviço de atendimento Móvel de urgência (SAMU) às emergências clínicas. Revista Mineira de Enfermagem, 2019;23:e-1256.
IBGE. 2022. Censo demográfico 2022. Disponível em:https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/22827-censo-demografico-2022.html. Acessado em 15 de janeiro de 2025.
JUIZ DE FORA. Portaria nº 2400 – SS. Reorganiza as áreas de abrangência das Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS), no município de Juiz de Fora e dá outras providências. Diário Oficial Eletrônico do município De Juiz De Fora 2015; 9 dez.
JUIZ DE FORA. Subsecretaria de Planejamento, Gestão Integrada e Participativa. Plano de Saúde Municipal Participativo 2022-2025. Juiz de Fora:SS; 2021.
LIMA RS, CAMPOS MLP. Perfil do idoso vítima de trauma atendido em uma Unidade de Urgência e Emergência. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2011;45(3):659–664.
LUZ MF da, et al. O manejo da epilepsia na atenção primária à saúde. Revista Eletrônica Acervo em Saúde, 2024;24(10):e16952.
MENDES EV.Desafios dos SUS. 1ª ed. Brasília: Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS, 2019; 175p.
MENDONÇA MFS, et al.Análise espacial dos acidentes de trânsito urbano atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: um recorte no espaço e no tempo. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2017;20(4):727-41.
MICHILI NS,et al. Análise dos atendimentos obstétricos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Revista Brasileira de Enfermagem, 2016;69(4):669-75.
O’DWYER G, MATTOS RA. O SAMU, a Regulação no Estado do Rio de Janeiro e a integralidade segundo gestores dos três níveis de governo. Physis, 2012;22:141-60.
REDDY, DS, et al. Molecular mechanisms of sex differences in epilepsy and seizure susceptibility in chemical, genetic and acquired epileptogenesis. Neuroscience Letters, 2022; 750:135753.
ROMEROHSP, et al. Mortalidade por causas externas em crianças de um a nove anos. Revista Mineira de Enfermagem, 2017;20(1):e958.
TANA DB, et al. Caracterização dos atendimentos clínicos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, 2020;18(1):11-5.
TOFANI LFN, et al. A Rede de Atenção às Urgências e Emergências em cena: contingências e produção de cuidado. Saúde em Debate, 2022;46(134):761–76.
