Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Indicadores de bem-estar e saúde mental em estudantes de odontologia e enfermagem
PDF

Palavras-chave

Enfermagem
Odontologia
Saúde mental
Sono
Estilo de vida

Como Citar

Indicadores de bem-estar e saúde mental em estudantes de odontologia e enfermagem. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(5), e23593. https://doi.org/10.25248/reas.e23593.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Comparar a prática de atividade física, barreiras associadas, qualidade de vida, padrão de sono e os indicadores de saúde mental entre estudantes dos cursos de Enfermagem e Odontologia de uma instituição de ensino superior. Métodos: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado com 260 estudantes, sendo 117 de Enfermagem e 146 de Odontologia. Foram aplicados questionário de identificação, questionário de atividade física habitual, PSQI e escala HAD. O estudo foi aprovado pelo CEP, sob parecer CAAE 83345024.6.0000.5084. Resultados: A maioria era mulher (78,6% na Enfermagem; 79,5% na Odontologia), com predomínio de 18 a 21 anos. A carga de estudos foi a principal barreira para atividade física entre estudantes de Odontologia (45,9%), enquanto tarefas domésticas prevaleceram na Enfermagem (45,3%). A média de horas de sono foi inferior ao recomendado (6,6h e 6,8h). A qualidade de vida foi classificada como “boa” por 47,9% (Enfermagem) e 55,5% (Odontologia). Sintomas de ansiedade foram frequentes em ambos os cursos, com mais da metade relatando tensão “de vez em quando”. Conclusão: Estudantes exibem sobrecarga psicossocial estrutural, sono insuficiente, atividade física desbalanceada, barreiras curso-específicas e sintomas ansioso-depressivos intensos, demandando intervenções institucionais multiprofissionais que considerem particularidades curriculares para promoção do bem-estar na formação em saúde.

PDF

Referências

AKIL M. Barriers to physical activity among university students in the light of psychosocial and body composition determinants. BMC Psychol, 2025; 13(1): 1400.

ALZAHRANI EM. Perfil de atividade física e estilo de vida sedentário em estudantes de ciências da saúde: Prevalência e sua associação com o desempenho acadêmico. Medicina (Baltimore), 2025; 104(51): e46733.

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Physical activity guidelines. Indianapolis: ACSM. Disponível em: https://acsm.org/education-resources/trending-topics-resources/physical-activityguidelines/.

ANGELIN TJ, et al. Evaluation of sleep quality and daytime sleepiness in dentistry students. Pesquisa Brasileira em Odontopediatria e Clínica Integrada, 2020; 20: e0003.

BEZERRA AS, et al. Atividade física habitual de estudantes de graduação da área da saúde de uma instituição de ensino superior do sertão da Paraíba. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 2025; 19(119): 1-7.

CRESPO PA, et al. Prevalência de fatores de risco comportamentais à saúde e sua ocorrência simultânea em estudantes de uma universidade pública de Pelotas, Rio Grande do Sul, 2017. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2021; 30(4): e2021186.

FAUZI MF, et al. Stress, Anxiety and Depression among a Cohort of Health Sciences Undergraduate Students: The Prevalence and Risk Factors. International journal of environmental research and public health, 2021; 18(6): 3269.

GOMES CF, et al. Transtornos mentais comuns em estudantes universitários: abordagem epidemiológica sobre vulnerabilidades. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.) [online], 2020; 16: 1.

GRIFFIN SM, et al. Identity change and the transition to university: Implications for cortisol awakening response, psychological well-being and academic performance. Appl Psychol Health Well Being, 2025; 17(1): e12608.

HIRSHKOWITZ M, et al. National Sleep Foundation's sleep time duration recommendations: methodology and results summary. Sleep health, 2015; 1(1): 40-43.

LOURENÇO CL, et al. Comportamento sedentário em estudantes universitários. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, Pelotas, 2016; 21(1): 67-77.

MACIEL FV, et al. Fatores associados à qualidade do sono de estudantes universitários. Ciência & Saúde Coletiva, 2023; 28(4): 1187-1198.

MAHIN M, el al. Factors impacting university students' quality of life. PLoS One, 2025; 20(8): e0329851.

ΜANGOULIA P, et al. Exploring the Levels of Stress, Anxiety, Depression, Resilience, Hope, and Spiritual Well-Being Among Greek Dentistry and Nursing Students in Response to Academic Responsibilities Two Years After the COVID-19 Pandemic. Healthcare (Basel, Switzerland), 2024; 13(1): 54.

MANIGLIA FP, et al. Avaliação da percepção e satisfação da imagem corporal de estudantes de enfermagem. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 2022; 15(95): 653-658.

MUÑOZ MDS, et al. Poor Quality of Sleep is Associated with Lower Academic Performance in Undergraduate Dental Students: A Cross-Sectional Study. Sleep and vigilance, 2023; 1–10.

NASCIMENTO TP, et al. Barreiras percebidas para a prática de atividade física em universitários da área da saúde de uma instituição de ensino superior da cidade de Fortaleza, Brasil. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, 2017; 22(2): 137-46.

OLIVEIRA LS, et al. Qualidade de vida de estudantes de uma universidade pública do estado do ceará. Revista de Psicologia (UFC), 2021; 12(1): 84-99.

OTHMAN MS, et al. Motivations, barriers and exercise preferences among female undergraduates: A need assessment analysis. PloS one, 2022; 17(2): e0264158.

QUINA GALDINO MJ, et al. Burnout among nursing students: a mixed method study. Investigacion y educacion en enfermeria, 2020; 38(1): e07.

RODRIGUES JM, et al. Perfil do estudante de odontologia que realizou o ENADE. Revista Eletrônica de Educação, 2023; 17: e4811030.

SANTOS AF, et al. Sleep quality of Brazilian nursing students: A cross-sectional study. Journal of Nursing Education and Practice, 2020; 10(1): 11-17.

SHAFIE SNM, et al. Associação entre comportamentos relacionados ao estilo de vida e desempenho

acadêmico de estudantes. Processos, 2022; 82(1): 105.

SILVEIRA AL, et al. Avaliação da qualidade de sono em estudantes de medicina de uma instituição de ensino superior de Teresina. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(3): e6463.

SILVEIRA GE, et al. Sintomas de ansiedade e depressão no ambiente acadêmico: um estudo transversal. Acta Paulista de Enfermagem, 2022; 35: eAO009766.

SOARES WD, et al. Ansiedade, depressão e estresse em acadêmicos de Odontologia. REVISTA CEREUS, Gurupi, 2025; 17(4): 125-133.

SOUSA JC, et al. Perfil sociodemográfico de discentes em instituição de ensino superior privada na área da saúde. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo, 2020; 65: e2.

SOUZA AG, et al. Qualidade do sono de universitários da área de ciências da saúde e os fatores associados : Sleep Quality of University Students in the Health Sciences Field and Associated Factors. Saúde E Pesquisa, 2025; 18: e13314.

TAŞTAN EROĞLU Z, et al. The association between sleep quality, fatigue and periodontal status: a pilot study. Odovtos International Journal of Dental Sciences, 2023; 25(3): 99-117.

THE WHOQOL GROUP. The World Health Organization quality of life assessment (WHOQOL): position paper from the World Health Organization. Social Science & Medicine, 1995; 41(1): 1403-1409.

TRIOLA MF. Introdução à Estatística. Rio de Janeiro: LTC, 2024.

VALERIO DL. Análise do nível de atividade física de graduandos de enfermagem. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 2022; 15(99): 621-628.

VINUEZA-FERNÁNDEZ I, et al. Ansiedade, Desempenho Acadêmico e Atividade Física em Estudantes Universitários: Uma Revisão de Escopo. Eur J Investigar Saúde Psicol Educ, 2025; 15(11): 231.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Mental health: strengthening our response. Geneva: WHO, 2019.