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Infecção de corrente sanguínea em Unidade de Terapia Intensiva: desfechos clínicos, perfil microbiológico e impacto econômico
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Palavras-chave

Unidade de terapia intensiva
Serviço de farmácia clínica
Infecções nosocomiais
Custos hospitalares

Como Citar

Infecção de corrente sanguínea em Unidade de Terapia Intensiva: desfechos clínicos, perfil microbiológico e impacto econômico. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(7), e24068. https://doi.org/10.25248/reas.e24068.2026

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Resumo

Objetivo: Avaliar desfechos clínicos e econômicos de pacientes com infecção de corrente sanguínea em UTIs de um hospital terciário no Ceará. Métodos: Estudo descritivo e transversal (janeiro a dezembro de 2024) com abordagem quanti-qualitativa. Foram analisados dados clínicos, microbiológicos e farmacêuticos de sistemas institucionais e do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. A análise econômica focou em custos diretos com antimicrobianos e diárias de UTI. Resultados: Foram analisadas 90 infecções, com prevalência de idosos (61–80 anos; 56%) e alta mortalidade (58,9%). Os patógenos mais frequentes foram Klebsiella pneumoniae e Candida spp. Observou-se elevada resistência bacteriana, incluindo MRSA, VRE e Gram-negativos produtores de carbapenemases e ESBL. Economicamente, o custo médio com antimicrobianos foi de R$1.090,98, sendo que 55,5% dos pacientes tiveram aumento nos custos prescritivos após o diagnóstico da infecção. Conclusão: As ICS em UTI apresentam alta letalidade, forte presença de microrganismos multirresistentes e impacto financeiro significativo. Os resultados reforçam a necessidade de vigilância microbiológica rigorosa, atuação multiprofissional e fortalecimento de programas de stewardship (gerenciamento de antimicrobianos).

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