Resumo
Objetivo: Identificar contribuições da fisioterapia para indivíduos com TEA, mapeando estratégias, efeitos e implicações clínicas. Métodos: Revisão integrativa (2021–2026) nas bases PubMed/MEDLINE, Web of Science, Cochrane Library, SciELO e LILACS, em português/inglês/espanhol; elegibilidade: intervenções fisioterapêuticas/atividade física com desfechos motor/funcional/participação; relato conforme PRISMA 2020. Resultados: 847 registros identificados; após 214 duplicatas, 633 triados; 65 em texto integral; 52 excluídos por delineamento inadequado/relatos/editoriais (n=15), falta de descrição clara da intervenção (n=12), foco biomarcador/farmacológico (n=10), alto risco de viés/dados incompletos (n=9) e população fora da faixa etária/diagnóstico inconclusivo (n=6). Incluídos 13 estudos (ensaios randomizados, quase-experimentais e revisões), com efeitos consistentes em equilíbrio, coordenação e habilidades motoras fundamentais; formatos corpomente, esportes em grupo e exergames emergem como promissores, sobretudo sob dose adequada. Considerações finais: A fisioterapia contribui para ganhos motores e, em parte dos estudos, para participação e sociabilidade quando integrada a programas regulares, individualizados e sensíveis ao perfil sensorial. Recomendam-se ensaios multicêntricos com padronização de dose e desfechos e seguimento ≥3–6 meses.
