Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Intervenções fonoaudiológicas utilizadas para a reabilitação da fala em crianças após cirurgia reparadora de fissura labiopalatina
PDF

Palavras-chave

Fissura labiopalatina
Reabilitação da fala
Intervenção fonoaudiológica
Prevenção

Como Citar

Intervenções fonoaudiológicas utilizadas para a reabilitação da fala em crianças após cirurgia reparadora de fissura labiopalatina. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(9), e24750. https://doi.org/10.25248/reas.e24750.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Identificar e analisar as estratégias fonoaudiológicas utilizadas na prevenção e reabilitação das alterações de fala em crianças com fissura labiopalatina, com ênfase no período após cirurgia reparadora. Métodos: Revisão integrativa da literatura, contemplando crianças com fissura labiopalatina em período pós-cirúrgico e intervenções fonoaudiológicas focadas na reabilitação da fala. Realizou-se busca nas bases BVS, PubMed, Web of Science e Scopus, incluindo artigos completos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês e espanhol, além de manuais e diretrizes normativas. Foram selecionados 10 documentos, analisados por meio de análise temática. Resultados: Evidenciaram-se como eixos centrais a padronização de protocolos, a abordagem multidisciplinar e o cuidado longitudinal, a capacitação profissional em contextos com poucos recursos, a priorização da qualidade da intervenção sobre o número de sessões, a personalização terapêutica com avaliação dinâmica e a prevenção aliada à orientação familiar. As intervenções mais descritas incluem treino articulatório, técnicas de modelagem e reforço, estimulação da pressão intraoral, feedback auditivo e Experiência de Aprendizagem Mediada, favorecendo correção de articulações compensatórias e desenvolvimento da fala em nível esperado. Considerações finais: Protocolos padronizados, trabalho multidisciplinar, capacitação contínua e estratégias personalizadas potencializam os resultados terapêuticos e reduzem desigualdades de acesso.

PDF

Referências

ALIGHIERI C, et al. What works for whom? A systematic review on personalized speech intervention in children and adolescents with a cleft palate. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, 2025; 194: 112401.

ALVES BC, et al. Manual informativo sobre prevenção de alterações de fala em crianças com fissura labiopalatina. HRAC-USP: Bauru-SP, 2020.

ALQIRNAS MQ, et al. Systematic review and meta-analysis of speech outcome among different surgical techniques post cleft palate repair: Furlow against other palatoplasty techniques. Eur J Plast Surg, 2024; 47: 50.

BELCHER RH, et al. Addressing cleft care in low- and middle-income countries beyond cleft lip and palate with improvement of otolaryngology, audiology, and speech services. The Cleft Palate-Craniofacial Journal, 2025.

CLELAND J, et al. Using ultrasound visual biofeedback to treat persistent speech sound disorders in children with cleft palate. International Journal of Language & Communication Disorders, 2015; 50(5): 601-613.

CROWLEY CJ, et al. Impact of an international training on interventionists’ expertise in cleft palate speech: results from Oaxaca, Mexico. American Journal of Speech-Language Pathology, 2024; 33(3): 1456-1470.

CROWLEY CJ. Improving Speech Outcomes in Low- and Middle-Income Countries for Patients Born with Cleft Palate. Plastic and Reconstructive Surgery, 2025; 156(4S-2): 14S-22S.

DERAKHSHANDEH F, et al. Speech characteristics after articulation therapy in children with cleft palate and velopharyngeal dysfunction – a single case experimental design. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, 2016; 86: 104-113.

KUMMER AW. Cleft Palate Speech and Craniofacial Conditions: A Clinical Guide to Assessment and Treatment. 4. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2018; p630.

LANE H, et al. A systematic review of early speech interventions for children with cleft palate. International

Journal of Language and Communication Disorders, 2022; 57(1): 226-245.

MAAS E, et al. Principles of motor learning in treatment of motor speech disorders. American Journal of Speech-Language Pathology, 2008; 17(3): 277-298.

MAO Q, et al. Pearls and pitfalls in contemporary management of marginal velopharyngeal inadequacy among children with cleft palate. Frontiers in Pediatrics, 2023; 11: 1187224.

MARINO VCC, et al. Articulações compensatórias associadas à fissura labiopalatina: ação terapêutica. Revista CEFAC, São Paulo, 2012; 14(3): 528-543.

MENDES KDS, et al. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2008;17(4):758-764.

MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Coordenação de Saúde Bucal. Manual Instrutivo para Atenção à Deformidade Craniofacial-Fissuras Labiopalatinas. 1. ed. Belo Horizonte: SES-MG, 2020. Disponível em: www.saude.mg.gov.br/saudebucal.

NARAN S, et al. What’s new in cleft palate and velopharyngeal dysfunction management? Plastic and Reconstructive Surgery, 2017; 139(6): 1343e-1355e.

OLIVEIRA LF, et al. Manual informativo: materiais complementares e colocação dos fonemas. HRAC-USP: Bauru-SP, 2020.

ONER DA, TASTAN H. Cleft lip and palate: epidemiology and etiology. Otorhinolaryngology-Head and Neck Surgery, 2020; 5.

OUZZANI M, et al. Rayyan – a web and mobile app for systematic reviews. Systematic Reviews, 2016; 5: 210.

PAGE MJ, et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ, 2021; 372: n71.

PARHAM MJ, et al. Updates in cleft care. Seminars in Plastic Surgery, 2023; 37(4): 240-252.

PERSSON C, et al. Longitudinal speech outcome at 5 and 10 years in UCLP: influence of speech therapy and secondary velopharyngeal surgery. Cleft Palate-Craniofacial Journal, 2025; 62(5): 772-785.

PITKANEN VV, et al. Diagnóstico e tratamento da insuficiência velofaríngea em pacientes com fissura palatina após palatoplastia primária. Revista de Cirurgia Craniofacial, 2025; 36(3): 1008-1016.

RUBINS Z, et al. Computers helping people with special needs [electronic resource]. In: MIESENBERGER K, et al. (ed.). Computers helping people with special needs. 14th International Conference, ICCHP 2014, Paris, France, July 9–11, 2014. Proceedings. Part II. Cham: Springer, 2014; p283-286. (Lecture Notes in Computer Science, v. 8548).

RUDNICK EF, SIE KC. Velopharyngeal insufficiency: current concepts in diagnosis and management. Current Opinion in Otolaryngology & Head and Neck Surgery, 2008; 16(6): 530-535.

SOUSA MNA, et al. Trilhando o caminho do conhecimento: o método de revisão integrativa para análise e síntese da literatura científica. Observatorio, 2023.

SOUZA J, et al. Prevalência de fissuras labiopalatais no Brasil e sua notificação no sistema de informação. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 2024; 39(2).

TRINDADE IEK, et al. Tratado de fissuras labiopalatinas: avanços no diagnóstico e tratamento interdisciplinar. Thieme Revinter: Rio de Janeiro-RJ, 2025; p523.

VENKATRAMAN K, et al. Adaptive insights: dynamic assessment for speech sound intervention in a child with cleft lip and palate. BMJ Case Reports, 2025; 18(1): e262506.

VIEIRA KM, et al. Orofacial clefts in newborns in Brazil: a time series study, 2010–2021. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2025; 34: e20240027.

WITZEL MA, et al. The use of nasopharyngoscopy biofeedback therapy in the correction of inconsistent velopharyngeal closure. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, 1988; 15(2): 137-142.