Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Fitoterapia na atenção primária à saúde
PDF

Palavras-chave

Atenção Primária à Saúde
Fitoterapia
Plantas Medicinais
Sistema Único de Saúde
Educação em Saúde

Como Citar

Fitoterapia na atenção primária à saúde. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(8), e24921. https://doi.org/10.25248/reas.e24921.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar evidências sobre a inserção da fitoterapia na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, identificando desafios, potencialidades, barreiras macropolíticas e estratégias de educação permanente para sua consolidação no Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Revisão integrativa de literatura, elaborada com buscas realizadas nas bases de dados BVS, PubMed e SciELO, considerando estudos publicados entre dezembro de 1973 e março de 2025, utilizando estratégia PICo e o fluxo PRISMA para selecionar artigos primários e secundários em português ou inglês. Resultados: Incluíram-se 31 artigos (15 SciELO, 14 BVS e 2 PubMed). Identificou-se um uso popular de plantas medicinais em contraste com o medo e a insegurança de profissionais para realizar a prescrição clínica. As barreiras abrangem o modelo biomédico hegemônico, o subfinanciamento e a baixa disponibilidade de fitoterápicos. Como potencialidades, as ações de educação permanente, hortas terapêuticas e guias botânicos mostraram-se eficazes para superar lacunas formativas e promover a desmedicalização. Considerações finais: A consolidação da fitoterapia na APS enfrenta um desarranjo estrutural entre o avanço do quadro normativo nacional e a fragilidade na execução prática municipal. É necessário investir em educação continuada, na formulação de protocolos clínicos e na estruturação da assistência farmacêutica para assegurar o cuidado seguro no SUS.

PDF

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Formulário de fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 2. ed. Brasília, DF: ANVISA, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacopeia/formulario-fitoterapico/2024-fffb2-1-er-3-atual-final-versao-com-capa-em-word-2-jan-2024.pdf. Acessado em: 30 de março de 2026.

ANTONIO GD, et al. Contribuições das plantas medicinais para o cuidado e a promoção da saúde na atenção primária. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 2013; 17(46): 615-633.

ARAÚJO AKL de, et al. Dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros na aplicabilidade da fitoterapia na atenção básica: uma revisão integrativa. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, 2015; 7(3): 2826-2834.

BARRETO BB, VIEIRA RCPA. Percepção dos profissionais de saúde sobre a inserção da fitoterapia na atenção primária à saúde. Revista de APS, 2015; 18(2): 195-208.

BRASIL. Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 19 dez. 1973.

BEZERRA ASC, et al. Situational diagnosis of professionals of family health units on phytotherapy. Brazilian Journal of Biology, 2021; 81(3): 551-556.

BRASIL. Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006. Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2006. Disponível em: https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?tipo=DEC&numero=5813&ano=2006&ato=2f0c3ZU50MRpWT7ed. Acessado em: 5 de maio de 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.988, de 20 de dezembro de 2018. Atualiza os procedimentos e serviço especializado de Práticas Integrativas e Complementares na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS e no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 250, p. 110, 31 dez. 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2018/prt1988_31_12_2018.html. Acessado em: 29 de abril de 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. 8ª Conferência Nacional de Saúde: relatório final. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 1986. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/8_conferencia_nacional_saude_relatorio_final.pdf. Acessado em: 5 de maio de 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais: RENAME 2024. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_2024.pdf. Acessado em: 12 de outubro de 2025.

CABOCLO EKD, et al. Fitoterápicos e plantas medicinais na prática dos profissionais de saúde em unidades de Estratégia Saúde da Família. Revista de Ciências Médicas e Biológicas, 2022; 21(2): 211-217.

CACCIA-BAVA MCGG, et al. Disponibilidade de medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais nas unidades de atenção básica do Estado de São Paulo: resultados do PMAQ. Ciência & Saúde Coletiva, 2017; 22(5): 1651-1659.

CEOLIN S, et al. Plantas medicinais e sua aplicabilidade na atenção primária à saúde. Revista de APS, 2017; 20(1): 81-88.

CEOLIN T, et al. Relato de experiência do curso de plantas medicinais para profissionais de saúde. Revista Baiana de Saúde Pública, 2013; 37(2): 501-512.

CHEROBIN F, et al. Plantas medicinais e políticas públicas de saúde: novos olhares sobre antigas práticas. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2022; 32(3): e320306.

COCK NROS, et al. Horta terapêutica e saúde bucal: desafios na utilização de plantas medicinais na promoção da saúde. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2020; 30(4): e300419.

COLET CR, et al. Uso de plantas medicinais por usuários do serviço público de saúde do município de Ijuí/RS. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, 2015; 10(36): 1-13.

CONTATORE OA, et al. Uso, cuidado e política das Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 2015; 20(10): 3263-3273.

COTA BB, LUZ TCBO cenário da fitoterapia na Atenção Primária à Saúde no Brasil: uma análise. Saúde em Debate, 2025; 49(147): e10102.

CUBIDES NZ, BONACELLI MBM. Arranjos produtivos locais de plantas medicinais e fitoterápicos nos biomas brasileiros: um diagnóstico preliminar. Revista Fitos, 2022; 16(4): 403-417.

FEIJÓ AJL, et al. Construção do guia de plantas medicinais de Florianópolis, SC, Brasil. Interface: Comunicação, Saúde, Educação, 2021; 25: e200718.

FERREIRA BWRC, et al. Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde em uma capital do nordeste brasileiro. Saúde em Debate, 2024; 48(143): e9122.

FIGUEREDO CA de, et al. A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos: construção, perspectivas e desafios. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2014; 24(2): 381-400.

MATTOS G, et al. Plantas medicinais e fitoterápicos na Atenção Primária em Saúde: percepção dos profissionais. Ciência & Saúde Coletiva, 2018; 23(11): 3735-3744.

MENDES KDS, et al. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na enfermagem e na saúde. Texto & Contexto - Enfermagem, 2008; 17(4): 758-764.

OLIVEIRA BNF, et al. Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde: percepções de profissionais sobre a oferta dos serviços na região metropolitana de Goiânia. Revista Ciência Plural, 2025; 11(2): e36523.

PALMA JS, et al. Explanatory models of the professional sector in relation to medicinal plants. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, 2015; 7(3): 2998-3008.

PATRÍCIO KP; et al. O uso de plantas medicinais na atenção primária à saúde: revisão integrativa. Ciência & Saúde Coletiva, 2022; 27(2): 677-686.

PEDROSO RS, et al. Plantas medicinais: uma abordagem sobre o uso seguro e racional. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2021; 31(2): e310218.

SANTOS MG, CARVALHO ACB. Plantas medicinais: saberes tradicionais e o sistema de saúde. In: SANTOS MG e QUINTERO M. Saberes tradicionais e locais: reflexões etnobiológicas. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2018; 72-99.

SANTOS RL, et al. Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no Sistema Único de Saúde. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, 2011; 13(4): 486-491.

SANTOS S, DOBRACHINSKI L. Uso de plantas medicinais por diabéticos e hipertensos na atenção primária à saúde. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2024; 24(8): e17851.

SILVA MIG, et al. APS. Herbal Therapy in Primary Health Care in Maracanaú, Ceará, Brazil. Annals of Pharmacotherapy, 2005; 39(7-8): 1336-1341.

SILVEIRA BF, et al. Plantas medicinais e fitoterápicos: uma breve revisão do histórico legislativo e do cenário atual. Trabalho, Educação e Saúde, 2024; 22: e02900, 2024.

SOARES RD, et al. Diagnóstico situacional das Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde do Maranhão. Saúde em Debate, 2020; 44(126): 749-761.

SOUSA IMC, TESSER CD. Medicina tradicional e complementar no Brasil: inserção no Sistema Único de Saúde e integração com a atenção primária. Cadernos de Saúde Pública, 2017; 33(1): e00150215.

SOUZA ADZ de, et al. O processo de trabalho dos enfermeiros da atenção primária e a Política Nacional de Plantas Medicinais/Fitoterápicos. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, 2016; 18(2): 480-487.

SOUSA PB, et al. Conhecimentos dos profissionais de saúde sobre o uso e orientação de indicações terapêuticas sobre as plantas medicinais. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2023; 23(8): e13525.

TEIXEIRA GB, CONCEIÇÃO AO da. Plantas medicinais, saúde bucal e SUS: uma difícil integração das políticas públicas no interior da Bahia? Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2023; 33: e33085.

VARELA DSS, AZEVEDO DM de. Opinião de médicos e enfermeiros sobre o uso da fitoterapia e plantas medicinais na atenção básica. Revista de APS, 2014; 17(2): 191-198.

VIDAL IAF, et al. Percepção dos profissionais da estratégia de saúde da família no município de Crato-CE sobre fitoterapia. Saúde em Redes, 2020; 5(2): 39-46.

WICKERT DC, et al. Professional autonomy and nurses' performance in integrative practices: a mixed study. Texto & Contexto - Enfermagem, 2024; 33: e20240102en.

ZENI ALB, et al. Utilização de plantas medicinais como remédio caseiro na Atenção Primária em Blumenau, Santa Catarina, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 2017; 22(8): 2703-2712.