Resumo
Objetivo: Descrever as percepções e práticas dos usuários acerca do uso da fitoterapia na Atenção Primária à Saúde no município de Petrolina, Pernambuco. Métodos: Esta pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa, foi realizada em um município do submédio Vale do São Francisco, considerando ser esta região um pólo em desenvolvimento de estudos nas áreas de agricultura e educação. Foram entrevistados 31 usuários e os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados com ajuda do software IRAMUTEQ. Resultados: Os achados indicam uma predominância de indivíduos do sexo feminino (70,97%) e com mais de 60 anos (25,81%). Ademais, os usuários enxergam a fitoterapia como acessível, obtendo plantas em hortas e feiras e fazem uso dos produtos que são indicados para se tratarem, principalmente de distúrbios gastrointestinais e insônia, valorizando assim o conhecimento popular. Conclusão: Conclui-se que é fundamental estimular a educação dos usuários para o aproveitamento dos recursos locais e para a expansão das orientações sobre o uso da fitoterapia e, assim, aprimorar os cuidados em saúde.
Referências
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 2. ed. Anvisa: Brasília, 2021. Link de publicação: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacopeia/formulario-fitoterapico
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Memento fitoterápico da Farmacopeia Brasileira. 1. ed. Anvisa: Brasília, 2016. Link de publicação: https://www.gov.br/anvisa/en/pharmacopeia/arquivos/memento-fitoterapico.pdf
BRASIL. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Altera a Portaria de Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017 para incluir novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - PNPIC. Ministério da Saúde: Brasília, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html.
BRASIL. Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS). Ministério da Saúde: Brasília, 2006. Disponível em: http://www.crbm1.gov.br/Portaria%20MS%20971%202006.pdf.
CAMARGO BV, JUSTO AM. IRAMUTEQ: um software gratuito para análise de dados textuais. Temas em Psicologia, 2013; 21(2): 513-518.
ESTEVES CO, et al. Medicamentos fitoterápicos: Prevalência, vantagens e desvantagens de uso na prática clínica e perfil e avaliação dos usuários. Revista de Medicina, 2020; 99(5): 463-472.
FONTANELLA BJB, et al. Amostragem em pesquisas qualitativas: proposta de procedimentos para constatar saturação teórica. Cadernos de Saúde Pública, 2011; 27(2): 388-394.
GOULARTE J, et al. Plantas medicinais: cultivo e conhecimento pela população urbana de Santa Helena/PR. Revista Brasileira Multidisciplinar, 2021; 24(1): 89-102.
MANOSSO F, et al. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais no município de Campo Novo do Parecis - MT. Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, 2021; 11(1): 349-365.
MENEZES PMN, et al. Investigação das atividades antinociceptiva, antipirética, antiasmática e espasmolítica das raízes brasileiras de Cannabis sativa L. em roedores. Journal of Ethnopharmacology, 2021; 278: 114259.
MUSSOI MR, et al. Women and traditional knowledge in health care: Understanding traditional healing practices in Brazil. Ciência & Saúde Coletiva, 2025; 30(1): e13012023.
RATINAUD P. IRaMuTeQ: Interface de R pour les analyses multidimensionnelles de textes et de questionnaires. Versão 0.7 alpha 2. 2009. Disponível em: http://www.iramuteq.org.
REINERT M. Alceste une méthodologie d'analyse des données textuelles et une application: Aurelia de Gerard de Nerval. Bulletin de Méthodologie Sociologique, 1990; 26(1): 24-54.
RODRIGUES MLF, MELLO MGS. Razões de escolha de fitoterapia por usuários da Atenção Primária no município do Rio de Janeiro. Revista de APS, 2021; 24(4).
SCHEID T, FAJARDO AP. Uso de plantas medicinais por idosos adscritos à atenção primária em Porto Alegre/RS e potenciais interações planta-medicamento. Revista Fitos, 2020; 14(1): 103-117.
SILVA AA, PADILHA WAR. Fitoterapia e desmedicalização na Atenção Primária à Saúde: Um caminho possível? Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, 2022; 17(44): 2521.
SILVA HRFE, et al. Hepatotoxicidade causada após uso oral de Aloe vera (L.) Burm. f. (Asphodelaceae): Revisão integrativa. Revista Fitos, 2024; 18: e1567.
SOARES NA, et al. O uso de plantas medicinais na terapêutica de afecções infantis na etnia Tembé Tenetehar. Revista Delos, 2025; 18(65): e4461.
SOBRINHO ARS, SOUZA PHS. Conhecimento sobre fitoterapia e fatores associados pela população de Pernambuco, Brasil. Revista Fitos, 2023; 17(1): 18-28.
TUFFOUR M, et al. Urbanization effects on urban vegetable farmers adaptation: Evidence from Ghana. Urban Agriculture & Regional Food Systems, 2024; 9(1): e20052.
XIA W, et al. A proteomics study on the mechanism of nutmeg-induced hepatotoxicity. Molecules, 2021; 26(6): 1748.
