Resumo
Objetivo: Relatar a experiência de uma intervenção extensionista voltada à promoção da saúde mental e à reflexão sobre as violências relacionadas ao trabalho sob a perspectiva da equidade, desenvolvida no âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Equidade 2024), realizado entre março e julho de 2025 junto a trabalhadoras e trabalhadores dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município de Maceió–AL. Relato de experiência: A experiência extensionista possibilitou aos discentes refletir sobre as vivências compartilhadas durante as atividades, especialmente acerca das violências relacionadas ao trabalho e de suas repercussões na saúde mental. As discussões realizadas nas rodas de conversa contribuíram para ampliar as reflexões dos extensionistas sobre situações de sobrecarga laboral, vínculos precários, silenciamento institucional e assimetrias hierárquicas, considerando a perspectiva da equidade. Considerações finais: A experiência reforça o potencial da integração entre ensino e serviço e das estratégias dialógicas para a promoção de reflexões sobre saúde mental e equidade no trabalho em saúde.
Referências
ALMEIDA SL. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.
AMARANTE P. Saúde mental e atenção psicossocial. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007.
ANTUNES R. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018
BRASIL. Ministério da Previdência Social. Cai número de acidentes de trabalho e aumenta afastamentos por transtornos mentais: previdência em questão. Brasília, DF: Ministério da Previdência Social, 2012. Disponível em: http://www.previdencia.gov.br/arquivos/office/4_120326-105114-231.pdf. Acesso em: 06 de julho de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Edital SGTES/MS nº 11, de 16 de novembro de 2023: seleção de propostas para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 nov. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental no SUS: os Centros de Atenção Psicossocial. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS: gestão participativa e cogestão. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gestao_participativa_cogestao_2009.pdf. Acesso em: 06 de julho de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde; BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Interministerial nº 421, de 3 de março de 2010. Institui o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 3 mar. 2010.
CAMPOS GWS. Saúde Paidéia. São Paulo: Hucitec, 2007.
CAMPOS GWS. Um método para análise e cogestão de coletivos: a constituição do sujeito, a produção de valor de uso e a democracia em instituições: o método da roda. São Paulo: Hucitec, 2000.
CAMPOS GWS, DOMITTI AC. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cadernos de Saúde Pública, 2007; 23(2): 399-407.
CENTRO DE REFERÊNCIA TÉCNICA EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS (CREPOP). Saúde do trabalhador no âmbito da saúde pública: referências para a atuação do(a) psicólogo(a). Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2008.
COSTA I, MELO CF. Avaliação dos Centros de Atenção Psicossocial: uma revisão integrativa. Revista Psicologia e Saúde, 2022; 14(4): 3-20.
CRENSHAW K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, 2002; 10(1): 171-188.
DRUCK G. A precarização social do trabalho no Brasil: alguns indicadores. In: ANTUNES R (org.). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil II. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 55-73.
DRUCK G. Trabalho, precarização e resistências: novos e velhos desafios? Caderno CRH, 2011; 24(spe1): 37-57.
FERREIRA JT, et al. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): uma instituição de referência no atendimento à saúde mental. Revista Saberes, 2016; 4(1): 72-86.
LAURELL AC, NORIEGA M. Processo de produção e saúde: trabalho e desgaste operário. São Paulo: Hucitec, 1989.
MANDRÁ PP, SILVEIRA FDFM. Users’ satisfaction with a conversation circle program in the waiting room. Audiology Communication Research, 2013; 18(3): 186-193.
MARTELLET EC, et al. A saúde mental dos profissionais da saúde e o programa de educação pelo trabalho. Trabalho, Educação e Saúde, 2014; 12(3): 637-654.
MERHY EE. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. São Paulo: Hucitec, 2002.
MINISTÉRIO DA SAÚDE; CIGETS. Sobre a 11ª edição do PET-Saúde – Equidade 2024. Brasília, 2024. Disponível em: https://petsaude.org.br/sobre/sobre-a-11-edicao-do-pet-saude. Acesso em: 06 de julho de 2026.
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OECD). Fit mind, fitjob: from evidence to practice in mental health and work. Paris: OECD Publishing, 2015. Disponível em: https://www.oecd.org/content/dam/oecd/en/publications/reports/2015/03/fit-mind-fit-job_g1g4f6d9/9789264228283-en.pdf. Acesso em: 06 de julho de 2026.
RÉZIO LA, et al. Contribuições do PET-Saúde/Redes de Atenção Psicossocial à Saúde da Família. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, 2015; 19(supl. 1): 793-804
SARRETA FO. Educação permanente em saúde para os trabalhadores do SUS. São Paulo: Editora UNESP; Cultura Acadêmica, 2009. E-book.
SELIGMANN-SILVA E. Trabalho e desgaste mental: o direito de ser dono de si mesmo. São Paulo: Cortez, 2011
SOUZA HA, BERNARDO MH. Prevenção de adoecimento mental relacionado ao trabalho: a práxis de profissionais do Sistema Único de Saúde comprometidos com a saúde do trabalhador. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 2019; 44: e26. DOI: 10.1590/2317-6369000001918.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO); INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION (ILO). Mental health and work: impact, issues and good practices. Geneva: WHO, 2000. Disponível em: https://www.ilo.org/publications/mental-health-and-work-impact-issues-and-good-practices. Acesso em: 06 de julho de 2026
