Resumo
Objetivo: Avaliar o manejo adequado perante os inúmeros tipos de lesões císticas pancreáticas. Revisão bibliográfica: As lesões císticas do pâncreas presentam uma baixa incidência na população, entretanto, correspondem a um grande número de indicações de ressecções pancreáticas, sendo observado um aumento na incidência de tumores pancreáticos malignos nos últimos anos. Cerca de 80% dessas lesões correspondem a pseudocistos, cerca de 10% a 15% correspondem a neoplasias císticas pancreáticas e 5% correspondem a cistos pancreáticos não neoplásicos. Caso o diagnóstico seja feito precocemente, apresenta alta possibilidade de cura. Os protocolos avaliados recomendam a ressecção de cistos na presença de icterícia, pancreatite aguda ou na presença de citologia positiva para malignidade. Considerações finais: A ressecção cirúrgica dever ser realizada em casos selecionados e de preferência em centros de alto volume devido à alta morbimortalidade, sendo a vigilância dos casos confirmados fator importante no prognóstico. Há consenso sobre a necessidade de discussão multidisciplinar inicial e a necessidade de incluir os pacientes na decisão.
