Resumo
Objetivo: Avaliar por meio de uma revisão narrativa a segurança do uso de AOC disponíveis, com o intuito de verificar quais formulações e doses são mais seguras para mulheres que apresentam enxaqueca. Além de verificar se há maior risco de eventos cardiovasculares relacionados ao uso de AOC nessas pacientes, comparando a ocorrência de AVE. Revisão Bibliográfica: A segurança do uso de AOC em mulheres que apresentam enxaqueca vem sendo estudada a anos. Com base nos estudos, fica bem estabelecido que o uso de AOC de altas dosagens em mulheres com enxaqueca, principalmente, com aura, pode elevar o risco de acidentes cardiovasculares, sendo mais comum a ocorrência de AVE. Além disso, esse risco se eleva ainda mais quando essas mulheres estão expostas a outros fatores de risco. Acerca dos AOC de baixa dosagem, os estudos ainda não estabelecem um padrão. Considerações finais: Conclui-se que há correlação do uso de AOC e enxaqueca para ocorrências de fenômenos cardiovasculares, principalmente quando consideramos enxaqueca com aura. Além disso, o risco de AVE varia de acordo com a dose de estrogênio utilizada, sendo que nos de baixas doses não há risco significativo para a ocorrência de AVE, porém ainda é notória a escassez de dados.
