Resumo
Objetivo: Discorrer a respeito da ponte miocárdica (PM), com destaque às descrições morfológicas, as implicações clínicas, o diagnóstico e o seu tratamento. Revisão bibliográfica: A PM acomete majoritariamente a artéria coronária descendente anterior esquerda. Na clínica, observa-se uma minoria sintomática, mas deve ser considerada em pacientes com baixo risco para doença coronariana aguda e com sintomas de angina instável ou estável. As principais implicações clínicas relacionadas à PM são aterosclerose e isquemia miocárdica. Para o diagnóstico, a tomografia computadorizada multislice das coronárias e a angiografia coronária convencional são os principais exames utilizados, em que avaliam a compressão da artéria coronária por PM durante a sístole. Há uma discrepância significativa entre a prevalência dos exames in vivo e na autópsia. Como tratamento, a intervenção medicamentosa, cirúrgica e/ou percutânea via stent podem ser realizadas, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. Considerações finais: A PM permanece um tema controverso, visto sua elevada parcela assintomática, mas de suma importância para a cardiologia clínica e intervencionista nos casos sintomáticos.
