Resumo
Objetivos: Avaliar através de uma revisão narrativa a relação risco-benefício do uso da cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19, nas dosagens preconizadas pelo Ministério da Saúde, levando em consideração o possível prolongamento do intervalo QT. Revisão bibliográfica: Os estudos analisados demonstraram tanto resultados benéficos quanto nenhum resultado no combate ao SARS-Cov-19. Entretanto, explicitaram a ocorrência do prolongamento do intervalo QT em 9,1% a 25% dos pacientes, sendo este efeito adverso e suas consequências dose-dependentes. Esta repercussão adversa apresenta caráter grave, sendo potencialmente fatal. Considerações finais: Apesar de os trabalhos serem divergentes entre si, o prolongamento do intervalo QT foi frequente, evidenciando a necessidade de um monitoramento eletrocardiográfico subsequente dos pacientes. Além disso, é necessário produzir maior quantidade de estudos para uma conclusão segura acerca do uso seguro da terapia avaliada, visto que os riscos do uso da cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina devem ser superados pelos benefícios do tratamento, que ainda apresenta sua eficácia em discussão.
