Resumo
Introdução: Um recurso utilizado por fisioterapeutas para ganho de flexibilidade é o alongamento, sendo realizado de diversas formas. Objetivo: Avaliar e comparar os efeitos de protocolos de alongamento passivo com intervalo entre repetições e sem intervalo entre repetições, no ganho de amplitude de movimento de forma aguda e crônica. Metodologia: Participaram 10 estudantes do gênero feminino, aleatoriamente divididas em dois grupos: G1 (Grupo sem intervalo entre as repetições de alongamento passivo dos músculos isquiotibiais); G2 (Grupo com intervalo entre as repetições de alongamento passivo dos músculos isquiotibiais). O protocolo consistiu na avaliação do ângulo poplíteo após aquecimento. Cada medida foi repetida por três vezes consecutivas, sendo uma mensuração pré-intervenção seguida de uma nova logo após o protocolo de alongamento, repetiu-se a avaliação depois da intervenção e outra, como follow-up, após duas semanas. Resultados: Foi possível constatar que ambos os grupos obtiveram ganho agudo e crônico de flexibilidade. O grupo G1 apresentou tendência ao ganho imediato de flexibilidade maior que o grupo G2. Na avaliação do ganho de flexibilidade crônico, a mesma característica foi observada, uma vez que as voluntárias de ambos os protocolos apresentaram melhora intra grupo, porém não houve diferença significativa quando avaliado qual grupo obteve melhor desempenho. Conclusão: Os protocolos de alongamento muscular utilizados podem influenciar no ganho de flexibilidade que, apesar de ter sido significativo com relação a diferença aguda e crônica intra grupo, o mesmo não ocorreu quando comparados entre grupos.
