Resumo
Objetivo: Avaliar a frequência de amamentação de puérperas associando ao tipo de parto e verificar quais fatores são limitadores do período de lactação. Métodos: Foram entrevistadas puérperas atendidas pelo Serviço de Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Barbacena e da Universidade Federal de Juiz de Fora, sendo essas submetidas à anamnese e questionadas sobre antecedentes, tipo de pré-natal, via de parto, intercorrências mamárias, regime de aleitamento e fatores interferentes. Resultados: Não houve associação estatística entre amamentação inicial e tipo de pré-natal, idade, número de gestações, partos e tipo de parto. Foi identificado hipogalactia como principal fator de interferência aos 15 dias de pós-parto, aos 21 foi agalactia, e aos 75 e 180 dias predominou a indicação do pediatra. Conclusão: A grande maioria das pacientes saem da maternidade amentando de forma exclusiva. Entretanto, com o passar dos dias há queda importante da lactação exclusiva, seja por hipogalactia ou agalactia. O curioso, nesse estudo, foi a orientação do pediatra que apareceu como causa de suspensão da lactação. A cesariana foi fator de risco para a lactação não exclusiva.
