Resumo
Objetivo: Avaliar o consumo alimentar e associá-lo ao diagnóstico clínico e fatores de risco de pacientes cardiopatas. Métodos: Estudo do tipo descritivo, transversal e inferencial, desenvolvido com 32 indivíduos adultos e idosos, de 23 a 88 anos, em um hospital público de Belém do Pará. Aplicou-se um questionário sobre fatores de riscos relacionados às doenças cardiovasculares e outro de frequência alimentar do tipo MEDFICTS. Resultados: Verificou-se uma predominância do sexo masculino (84,38%) e idade entre 49 a 61 anos (37,50%). Diagnosticou-se mais frequentemente a Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) associada ao infarto agudo do miocárdio (IAM). Observou-se que os principais fatores de risco foram: tabagismo, etilismo, alto consumo de carne vermelha, baixo consumo de frutas e estresse antes do diagnóstico. Cerca de 37,5% dos pacientes precisavam fazer alguma mudança dietética, sendo tal alteração associada ao diagnóstico de IAM/ICC (91.46) e aterosclerose (84.46). O alto consumo de carne vermelha também prevaleceu em pacientes com diagnóstico de IAM-ICC (89,47). Conclusão: Identificou-se um percentual considerável de inadequação do consumo alimentar entre os participantes, sendo tal ingestão associada ao diagnóstico de IAM, ICC e aterosclerose, assim como a prevalência de um alto consumo de carne vermelha em pacientes com diagnóstico de IAM-ICC.
