Resumo
Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de pacientes que fazem uso de anticoagulante oral. Métodos: Estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado no ambulatório egresso de anticoagulante oral de um hospital de referência. A amostra foi de 93 pacientes. Foi utilizado questionário semiestruturado, abordando variáveis socioeconômicas e clínicas e o instrumento Duke Anticoagulation Satisfaction Scale (DASS). Resultados: Houve predominância do sexo feminino (51; 54,4%), com idade média de 51,25 ±12,10 anos. A principal indicação de anticoagulante oral foi a troca de válvula cardíaca (46; 49,5%) seguida da fibrilação atrial (18; 19%). Na avaliação da qualidade de vida, no domínio total o resultado encontrado foi de 79,0± 21,6 indicando que estes usuários apresentam pior qualidade de vida quando comparados com a literatura. Conclusão: Este estudo demonstrou que os pacientes apresentaram baixa qualidade de vida. Observou-se que quanto maior a idade do indivíduo, menor o escore DASS e melhor qualidade de vida. As comorbidades associadas são fatores que contribuem para uma pior avaliação.
