Resumo
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define qualidade de vida como sendo a percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Ao longo dos anos, os alunos vão construindo uma trajetória acadêmica que lhes exige dedicação, esforço e empenho para obtenção de um desempenho acadêmico satisfatório. Este trabalho teve como objetivo avaliar possíveis diferenças na qualidade de vida e desempenho acadêmico em universitários do período diurno e noturno. Foram selecionados 183 universitários de ambos os sexos, dos períodos diurno e noturno, da graduação de ciências da saúde (educação física, fisioterapia, medicina veterinária, letras) e exatas (engenharia de produção) entre 18 e 40 anos divididos em 5 grupos. Os resultados analisados sob a aplicação do teste de análise de variância de Kruskall-Wallis demonstraram significância (p<0,05) nos domínios aspectos físicos, capacidade funcional, vitalidade, saúde mental, e no desempenho acadêmico antes, durante e após a leitura. A qualidade de vida associada ao desempenho acadêmico de universitários mostra que os domínios aspecto social, aspecto emocional e dor não obtiveram significância, sendo importantes variáveis nos níveis de compreensão, das experiências e resultados dos acadêmicos neste período de desenvolvimento pessoal.