Resumo
Objetivo: Conhecer as vivências de pessoas submetidas à reversão de estomia intestinal. Métodos: Pesquisa qualitativa do tipo exploratória descritiva realizada no segundo semestre de 2018 em um Serviço de Estomaterapia no extremo sul do Brasil. Participaram 18 pessoas submetidas à anastomose/reconstrução do trânsito intestinal. Os dados foram coletados por meio de entrevistas e, posteriormente, submetidos à Análise de Conteúdo. Resultados: Relataram dificuldades como a mudança corporal com cicatrizes, restrições alimentares, alterações da continência fecal. Entre as adaptações do viver modificação da alimentação para melhora do trânsito intestinal, período de urgência evacuatória e a priorização da saúde. Os facilitadores da vivência da reversão da estomia foram a melhora da aparência com perspectivas de usar roupas justas e ir à praia com a roupa que deseja, retomada das atividades de vida diária e resignificando o cotidiano como o banho de chuveiro e movimentar-se sem preocupação, a rede de apoio, a enfermagem, além da fé, da esperança e o labor. Conclusão: As vivências de pessoas submetidas à reversão de estomia intestinal contém dificuldades e necessidades de adaptação. No entanto, elas tiveram qualidade de vida após a reversão.
