Resumo
Objetivo: Descrever e revisar como a cirurgia ortognática pode afetar o sistema estomatognático, evidenciando a importância da fisioterapia pós-operatória durante o período de reabilitação. Revisão bibliográfica: A cirurgia ortognática pode diminuir a amplitude dos movimentos mandibulares, diminuir a força dos músculos da mastigação, piorar a função velofaríngea e causar alterações neurosensoriais de diferentes níveis. Pacientes orientados a realizar fisioterapia após a cirurgia apresentaram melhoras mais significativas e mais rápidas em relação aos pacientes que não receberam essa orientação. Diversos protocolos de exercícios foram propostos, com diferentes momentos de início, períodos de duração e tipos de exercícios realizados. Considerações finais: Os benefícios da cirurgia ortognática são inquestionáveis, porém ela também gera sequelas pós-operatórias, especialmente na musculatura orofacial e nervos sensitivos da região. Embora não haja um consenso na literatura sobre quando começar ou que tipos de exercícios realizar na fisioterapia pós-cirúrgica, a grande maioria afirma que pacientes que a realizam apresentam melhora das funções musculares de forma mais rápida e mais eficiente.
