Resumo
Objetivo: Este estudo objetivou investigar evidências científicas acerca do uso da Prescrição Eletrônica (PE) e do impacto desta conduta para a segurança na terapia medicamentosa. Métodos: Trata-se de Revisão Integrativa, tendo sido selecionados estudos publicados na última década, nos idiomas português, espanhol e inglês, localizados nas bases de dados: MEDLINE via PubMed, CINAHL, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e LILACS. Utilizou-se o software Rayyan para a extração dos estudos encontrados. Resultados: Sete artigos constituíram a amostra, 86% deles publicados nos últimos 5 anos e desenvolvidos no cenário hospitalar. O uso da PE proporcionou redução dos erros na terapia medicamentosa, diminuição na ausência de dados e eliminação de ilegibilidade e de abreviações. Entretanto, o sistema eletrônico não é a única solução para prevenir erros de medicação, pois outros fatores devem ser considerados, tais como conhecimento dos prescritores sobre os medicamentos, tipos de medicamentos prescritos, estresse e comunicação. Dentre as ameaças, destacaram-se a não valorização dos profissionais quanto aos alertas gerados pelo sistema e a possibilidade de novos erros. Considerações finais: A PE mostrou-se mais segura em relação à prescrição manual, mas, se não utilizada adequadamente, pode representar fator de risco para a ocorrência de erros mais graves.
