Resumo
Objetivo: Revisar estudos prévios recentes que tratem da abordagem diagnóstica e terapêutica em situações de torção testicular, a principal causa de escroto agudo, e expor as mais frequentes complicações de uma intervenção cirúrgica tardia. Revisão bibliográfica: A avaliação inicial do paciente com dor escrotal súbita, acompanhada de náuseas e vômitos, deve considerar como diagnóstico principal a torção da gônada masculina. Para o diagnóstico clínico, existem sinais e sintomas clássicos de torção que auxiliam na identificação do quadro. Além disso, a utilização de Eco Doppler é um método diagnóstico muito sensível e específico que, entretanto, não é pré-requisito essencial para a abordagem cirúrgica, uma vez que pode retardar a correção da patologia. Esse atraso, portanto, pode acarretar em perda do testículo e, em alguns casos, levar à infertilidade. Considerações finais: Diante da relevância das consequências que o diagnóstico tardio pode acarretar para a saúde masculina, é dever do profissional atuante, mesmo que não especializado em urologia, demonstrar correta conduta frente aos casos de torção testicular, se quadro clínico sugestivo, e indicar assertivamente a cirurgia precoce.
