Google Acadêmico | Citações: 1098 | índice h: 15 | índice i10: 38
Percepção de enfermeiras obstetras sobre o acolhimento de maternidades em transferências de partos domiciliares planejados em Recife/PE
PDF

Palavras-chave

Enfermagem obstétrica
Parto domiciliar
Acolhimento

Como Citar

Percepção de enfermeiras obstetras sobre o acolhimento de maternidades em transferências de partos domiciliares planejados em Recife/PE. (2026). Revista Eletrônica Acervo Enfermagem, 26, e23168. https://doi.org/10.25248/reaenf.e23168.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar a percepção de enfermeiras obstetras prestadoras de assistência em partos domiciliares planejados quanto ao acolhimento nas maternidades em situação de transferência em Recife, Pernambuco. Métodos: Estudo descritivo, de abordagem qualitativa, realizado em Recife (PE). A amostra foi composta por cinco enfermeiras obstetras com experiência no parto domiciliar planejado. A coleta de dados ocorreu entre junho e agosto de 2025, por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas por chamada de vídeo, posteriormente gravadas, transcritas e analisadas segundo a técnica de análise temática, com apoio do software QCamap. Resultados: Emergiram três categorias temáticas: 1) Acolhimento e postura da equipe hospitalar; 2) Desafios na integração entre assistência domiciliar e hospitalar; e 3) Cenário e perspectivas para o acolhimento nas transferências do parto domiciliar planejado. Conclusão: As percepções das enfermeiras obstetras demonstraram fragilidades no acolhimento às transferências do parto domiciliar planejado nas maternidades, reforçando a necessidade de integração entre serviços domiciliares e hospitalares, fluxos assistenciais colaborativos e educação permanente, bem como de novas pesquisas que ampliem esse debate e subsidiem práticas e políticas mais seguras e respeitosas, com base em evidências científicas.

PDF

Referências

AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS. Planned Home Birth: Committee Opinion, n. 697, 2023.

BELIVÁQUA JC, et al. Health professionals’ perceptions of planned home birth care within the Brazilian health system. BMC Pregnancy and Childbirth, 2023; 23(844): 1-11.

BRASIL. Ministério da Saúde. 2021. Nota Técnica n° 2/2021. Disponível em:https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20211211_N_NTPARTODOMICILIAR_67842291844 78666706.pdf. Acesso em: 24 de novembro de 2025.

BRASIL: Política Nacional de Humanização. 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_humanizacao_pnh_folheto.pdf. Acesso em: 22 de novembro de 2025.

BRUNTON, G. et al. Global stakeholder perspectives of home birth: a systematic scoping review. Systematic Reviews. 2021; 10(291): 1-18.

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA. Parecer Técnico COREN/SC

n° 023/CT/2016: Parto Domiciliar Planejado. 2016. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.corensc.gov.br/wp-content/uploa ds/2017/01/PT-023-2016-Parto-Domiciliar-Planejado.pdf. Acesso em: 24 de novembro de 2025.

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução COFEN Nº 737 de 02 de fevereiro de 2024 (alterada pela Resolução COFEN Nº 786/2025). Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-737-de-02-de-fevereiro-de-2024/. Acesso em: 24 de novembro de 2025.

CORNEAU ABA, et al. Home birth integration into the health care systems of eleven international jurisdictions. Birth issues in perinatal care, 2018; 45(3): 311-321.

CURSINO TP, BENINCASA M. Parto domiciliar planejado no Brasil: uma revisão sistemática nacional. Ciência e Saúde Coletiva, 2020; 25(4): 1433-1443.

DARLING EK, et al. Distance from Home Birth to Emergency Obstetric Services and Neonatal Outcomes: A Cohort Study. Journal of Midwifery & Women’s Health. 2019; 64(2):170-178.

FIGO. Committee for the Ethical Aspects of Human Reproduction and Women's Health. Planned Home Birth. International Journal of Gynecology & Obstetrics. 2012; 120(2): 204–205.

FONTANELLA BJB, et al. Amostragem em pesquisas qualitativas: proposta de procedimentos para constatar saturação teórica. Cadernos de Saúde Pública. 2011; 27(2): 388-394.

FOX D, et al. Birthplace in Australia: Processes and interactions during the intrapartum transfer of women from planned homebirth to hospital. Midwifery. 2018; 57: 18-25.

FREITAS MP. Avaliação econômica de parto domiciliar planejado na região metropolitana do Recife: uma análise de viabilidade de modelo. Dissertação (Mestrado em Gestão e Economia da Saúde). Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020; 60 p.

GIBBS G. Análise de dados qualitativos. Artmed: Porto Alegre, 2009.

HAYS K, et al. Smooth Transitions: Enhancing Interprofessional Collaboration when Planned Community Births Transfer to Hospital Care. Journal Midwifery Women's Health, 2022; 67(6):701–706.

KOETTKER JG, et al. Resultados maternos dos partos domiciliares planejados assistidos por enfermeiras da Equipe Hanami no sul do Brasil, 2002-2012. Texto Contexto Enfermagem. 2017; 26(1): e3110015.

LIMA C, TRIGUEIRO TH. A resiliência de mulheres que necessitaram de transferência hospitalar durante parto domiciliar planejado: estudo exploratório. Online Brazilian Journal of Nursing, 2018; 17:231-242.

MIDWIVES ASSOCIATION OF WASHINGTON STATE. Planned out-of-hospital birth transport guideline. Seattle, Washington: MAWS, 2011

OLSEN O, CLAUSEN JA. Planned hospital birth compared with planned home birth for pregnant women at low risk of complications. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2023; 3: CD000352.

PASCOTO GS, et al. Dificuldades na assistência ao parto domiciliar na ótica de enfermeiras obstetras. Rev baiana enferm, 2020; 34: e36633.

PEREIRA MFR, et al. Experience of woman in the transfer from planned home birth to hospital. Rev Rene, 2020; 21: e43948.

Posicionamento FEBRASGO e AMB sobre parto domiciliar planejado. 2024. In: Notícias FEBRASGO. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1792-posicionamento-febrasgo-e-amb-sobre-parto-domi ciliar-planejado. Acesso em: 24 nov. 2025.

RODRIGUES DP, et al. Percepção de mulheres na assistência ao parto e nascimento: obstáculos para a humanização. Revista Brasileira de Enfermagem, 2022; 75(2): e20210215.

SCARF VL, et al. Maternal and perinatal outcomes by planned place of birth among women with low-risk pregnancies in high-income countries: A systematic review and meta-analysis. Midwifery. 2018; 62: 240-255.

SOSA GA, et al. The experiences of midwives and women during intrapartum transfer from one-to-one midwife-led birth environments to obstetric-led units. Midwifery, 2018; 65: 43-50.

TROTTA VS, HONORATO M. Humanização nos atendimentos de urgência e emergência. Revista Saúde dos Vales, 2025; 7(1): 1-11.

WEBLER N, et al. Professional autonomy in dealing with complications: discourse of obstetric nurses working in planned home births. Revista Brasileira de Enfermagem. 2023; 76(2): e20220388.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. 2018. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241550215. Acesso em: 24 de novembro de 2025.

VAN DER KOOY J, et al. Planned home compared with planned hospital births: mode of delivery and Perinatal mortality rates, an observational study. BMC Pregnancy and Childbirth, 2017; 17(177): 1-11.

VEDAM S, et al. Transfer from Planned Home Birth to Hospital: Improving Interprofessional Collaboration. Journal of Midwifery & Women’s Health. 2014; 59(6): 624-634.

VOLPATO F, et al. Informações que (des)motivam a tomada de decisão das mulheres pelo Parto Domiciliar Planejado. Revista Brasileira de Enfermagem. 2021; 74(4): e20200404.