Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Percepções da equipe de saúde sobre o uso de smartphones em Unidade de Terapia Intensiva
PDF

Palavras-chave

Infecção hospitalar
Smartphones
Unidade de Terapia Intensiva

Como Citar

Percepções da equipe de saúde sobre o uso de smartphones em Unidade de Terapia Intensiva. (2023). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 23(9), e13660. https://doi.org/10.25248/reas.e13660.2023

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Compreender as percepções da equipe de saúde sobre o uso de smartphones no ambiente de terapia intensiva adulto. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, de natureza qualitativa, realizado com 41 profissionais de saúde de um centro de terapia intensiva (CTI). Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados pela proposta operativa de Minayo. Resultados: Mesmo sabendo da orientação para não utilizarem smartphones, alguns profissionais de saúde da CTI usavam esses aparelhos como ferramenta auxiliar na terapêutica dos pacientes, para comunicação com seus familiares, com o meio externo e com profissionais de outros setores e/ou instituições. Também foi evidenciado o uso de celulares por determinados profissionais durante o cuidado do paciente, inclusive em momentos que exigiam grande atenção. Embora todos os participantes realizassem a desinfecção dos aparelhos, não eram seguidos protocolos ou utilizados produtos padronizados para este procedimento. Conclusão: Condutas como usar smartphones no ambiente de terapia intensiva e fazer a desinfecção desses aparelhos sem seguir protocolos ou utilizar produtos padronizados contrariam as medidas de prevenção de infecção e podem comprometer a segurança do paciente internado.

PDF

Referências

ALVES JÚNIOR MA, et al. Avaliação do tempo de desocupação e ocupação de leitos como parâmetros de governança em pacientes internados em unidade de terapia intensiva na rede pública. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. 2020; 32(3): 412-417.

BALDO A, et al. Contaminação microbiana de telefones celulares da comunidade acadêmica de instituição de ensino superior de Araguari (MG). Revista Master. 2016; 1(1): 57-65.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de 1º de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). 2013; 529.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Guia de análise acidentes de trabalho. 2010; 76p.

BRASIL. Portaria de 31 de março de 2017. Institui o cuidado progressivo ao paciente crítico ou grave com os critérios de elegibilidade para admissão e alta, de classificação e de habilitação de leitos de Terapia Intensiva Adulto, Pediátrico. 2017; 895: 45p.

CATALAN VM, et al. Sistema NAS: Nursing Activities Score em tecnologia móvel. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2011; 45(6): 1419-1426.

CORDEIRO ALAO, et al. Contaminação de equipamentos em unidade de terapia intensiva. Acta Paulista de Enfermagem. 2015; 28(2): 160-165.

FERREIRA AM, et al. Condition of cleanliness of surfaces close to patients in an intensive care unit. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2011; 19(3): 557-564.

FIGUEIREDO CMS e NAKAMURA E. Computação móvel: novas oportunidades e desafios. T&C Amazônia. 2003; 1(2): 16-28.

GONZALEZ MM, et al. I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2013; 101(2): 1-221.

GRAZIANO UM, et al. Eficácia da desinfecção com álcool 70% (p/v) de superfícies contaminadas sem limpeza prévia. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2013; 21(2): 1-6.

LARIOS FRACAROLLI IF e PALUCCI MARZIALE MH. Características microbiológicas das mãos e anéis de trabalhadores de saúde: revisão integrativa. Ciencia y Enfermería. 2019; 25: 1-10.

LUIZ RB, et al. Fatores associados ao clima de segurança do paciente em um hospital de ensino. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2015; 23(5): 880-887.

MARQUES IR, et al. Pode a tecnologia móvel contribuir para a adoção de protocolos no atendimento de emergência? Congresso Brasileiro de Informática em Saúde; Florianópolis. 2008; 10.

MINAYO MCS, et al. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes. 2016; 21: 94-0274.

MOSA ASM, et al. A systematic review of healthcare applications for smartphones. BMC Medical Informatics and Decision Making. 2013; 12(67): 14-21.

MOURA JP e GIR E. Conhecimento dos profissionais de enfermagem referente à resistência bacteriana a múltiplas drogas. Acta Paulista de Enfermagem. 2007; 20(3): 351-356.

REIS LE, et al. Contaminação de telefones celulares da equipe multiprofissional em uma unidade de terapia intensiva. Saber Digital. 2015; 8(1): 68-83.

ROCHA PK, et al. Care and technology: approaches through the Care Model. Revista Brasileira de Enfermagem. 2008; 61(1): 113-115.

RODRIGUES JS, et al. Rastreamento microbiológico em aparelhos celulares e seus respectivos danos à saúde. Revista Saúde em Foco. 2019; (11): 252-236.

RUTALA WA e WEBER DJ. Sterilization, high-level disinfection, and environmental cleaning. Infectious Disease Clinics of North America. 2011; 25(1): 45-76.

SHAHABY AF, et al. Mobile phone as potential reservoirs of bacterial pathogens. African Journal of Biotechnology. 2012; 11(92): 15896-15904.

SILVA GHS. Um sistema de visão computacional para o monitoramento de parâmetros respiratórios de pacientes com esclerose lateral amiotrófica em ambiente hospitalar. Dissertação de Mestrado (Mestrado Profissional em Energia Elétrica) – Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. 2012; 76p.

STUCHI RAG, et al. Contaminação bacteriana e fúngica dos telefones celulares da equipe de saúde num hospital em Minas Gerais. Ciência, Cuidado e Saúde. 2013; 12(4): 760-767.

TONG A, et al. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. International Journal for Quality in Health Care. 2007; 19(6): 349-357.