Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Infecção por Chlamydia trachomatis: saberes e experiências de profissionais na atenção primária à saúde
PDF

Palavras-chave

Atenção primária à saúde
Chlamydia trachomatis
Enfermagem

Como Citar

Infecção por Chlamydia trachomatis: saberes e experiências de profissionais na atenção primária à saúde. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25(10), e21734. https://doi.org/10.25248/reas.e21734.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar os conhecimentos, a partir dos discursos dos profissionais da saúde, sobre a infecção por Chlamydia trachomatis. Métodos: Estudo descritivo com abordagem qualitativa realizado em oito Unidades Básicas de Saúde, localizadas no município de Cajazeiras, no estado da Paraíba. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista semiestruturada, com 14 profissionais da saúde entre agosto e outubro de 2024. A análise dos dados se baseou no Discurso do Sujeito Coletivo na qual é um método que utiliza discursos individuais analisando expressões-chaves (E-CH) para compor ideias centrais (IC), com o intuito de recuperar representações sociais (RS), mantendo simultaneamente suas dimensões individual e coletiva, em estreita articulação. Resultados: Foram identificadas seis Ideias Centrais que tratavam sobre a limitação do citológico no diagnóstico preciso da clamídia; desafios dos enfermeiros no manejo clínico; estratégias para combater clamídia; aproximações e distanciamentos acerca da sintomatologia da clamídia; distorções sobre suscetibilidade para a clamídia e consequências da infecção na saúde da mulher. Conclusão: Embora os profissionais de saúde possuam conhecimentos sobre a clamídia e seu manejo clínico, existem dificuldades relacionadas ao diagnóstico, tratamento e autonomia profissional, principalmente entre os enfermeiros.

PDF

Referências

BITTENCOURT MN, et al. A experiência de se elaborar uma tecnologia cuidativo-educacional à luz da Teoria das Transições. Rev Enferm UFSM, 2022; 12(29): 1-12.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Diário Oficial da União. 2013 Jun 13; Seção 1:59. Disponível em: https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/atos-normativos/resolucoes/2012/resolucao-no-466.pdf/view.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde; 2022. 215 p. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de conteudo/pcdts/2022/ist/pcdt-ist-2022_isbn 1.pdf/view. Acessado em: 19 de março de 2025.

CARVALHO GS, et al. Enfrentamento das infecções sexualmente transmissíveis na adolescência e a importância da enfermagem na prevenção, rastreamento e tratamento. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, 2023; 6(13): 2584–2593.

CIRIACO NLC, et al. A importância do conhecimento sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) pelos adolescentes e a necessidade de uma abordagem que vá além das concepções biológicas. Revista em Extensão, 2019; 18(1): 63-80.

COFEN. 2022. Parecer de Conselheira Federal nº 280/2022/COFEN. Florianópolis: COFEN; Disponível em: https://cofen.gov.br/parecer-de-conselheira-federal-no-280-2022-cofen/. Acessado em: 19 de março de 2025.

COSTA SG, et al. Chlamydia and female infertility: an epidemiological review. Braz J Health Rev, 2024; 7(3): 1-9.

FERREIRA IT, et al. Avaliação da qualidade da consulta de enfermagem em infecções sexualmente transmissíveis. Enfermagem em Foco, 2018; 9(3): 42-7.

GARCES AX, et al. Prevalência de Chlamydia trachomatis e fatores de risco associados à infecção detectada em amostra endocervical. Rev Bras Ginecol Obstet., 2013; 35(8): 379-383.

LEFEVRE F, LEFEVRE AMC. Discourse of the collective subject: social representations and communication interventions. Texto Contexto Enferm., 2014; 23(2): 502-507.

LIMA YAR, et al. Sexually transmitted bacterial infections among young women in Central Western Brazil. Int J Infect Dis., 2014; 25: 16-21.

MALDONADO-CALDERÓN JL, et al. ¿Azitromicina como tratamiento contra Chlamydia trachomatis? Gac Med Mex., 2018; 154(6): 689-692.

MENEZES JNS, et al. Assistência de enfermagem na prevenção da tricomoníase na atenção básica. REASE, 2024; 1(1): 228-243.

MOURA CO, et al. Methodological path to reach the degree of saturation in qualitative research: grounded theory. Rev Bras Enferm., 2022; 75(2): e20201379.

NEWMAN L, et al. Global estimates of the prevalence and incidence of four curable sexually transmitted infections in 2012 based on systematic review and global reporting. PLoS One, 2015; 10(12): e0143304.

PASSOS LG, et al. The correlation between Chlamydia trachomatis and female infertility: a systematic review. Rev Bras Ginecol Obstet., 2022; 44(6): 614-620.

SALBEGO C, et al. Tecnologias cuidativo-educacionais: um conceito emergente das práxis de enfermeiros em contexto hospitalar. Rev Bras Enferm., 2018; 71(6): 2825-2833.

SILVA CBG, SCHERER MDA. A implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde na visão de atores que a constroem. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 2020; 24: 1-15.

SILVA KKL, et al. O papel do enfermeiro como educador na saúde sexual e reprodutiva do adolescente. Rev Multidisciplinar Pey Keyo, 2023; 9(2).

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global incidence and prevalence of selected curable sexually transmitted infections – 2008. Geneva: WHO; 2012. 28 p. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/75181. Acessado em: 19 de março de 2025.