Resumo
Objetivo: Avaliar o impacto da qualidade de vida da criança com epilepsia no nível de sobrecarga dos cuidadores. Métodos: Estudo observacional, analítico e transversal realizado entre junho e julho de 2025, com 30 crianças (4 a 11 anos) com epilepsia resistente ao tratamento e seus cuidadores principais. Foram coletados dados sociodemográficos e clínicos das crianças e informações dos cuidadores, como tempo de cuidado, carga horária diária e suporte familiar/social. A qualidade de vida infantil foi medida pelo Quality of Life in Childhood Epilepsy Questionnaire (QOLCE-55), e a sobrecarga do cuidador pela Zarit Burden Interview (ZBI). Realizaram-se análises descritivas e testes de associação (ANOVA ou Kruskal-Wallis). Resultados: A média de idade das crianças foi 7,3 anos, predominando o sexo masculino (56,7%). Entre os cuidadores, 96,7% eram mulheres, majoritariamente mães. A qualidade de vida infantil apresentou escore médio de 49,2 pontos, com melhor desempenho no domínio físico e pior no emocional. A sobrecarga média foi de 44,2 pontos, sendo moderada a severa em 56,7% dos cuidadores. Houve associação significativa entre a qualidade de vida da criança e a sobrecarga do cuidador (p=0,007). Conclusão: Menores escores de qualidade de vida infantil, sobretudo nos domínios emocional e cognitivo, estiveram relacionados a maior sobrecarga dos cuidadores.
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