Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Avaliação de gastos públicos com portadores de anomalias cromossômicas no Sistema Único de Saúde Brasileiro
PDF

Palavras-chave

Anomalias Cromossômicas
Sistema Único de Saúde
Despesas Públicas
Brasil

Como Citar

Avaliação de gastos públicos com portadores de anomalias cromossômicas no Sistema Único de Saúde Brasileiro. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(3), e23079. https://doi.org/10.25248/reas.e23079.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Avaliar a repercussão dos quantitativos de indivíduos com anomalias cromossômicas nos gastos públicos no Sistema Único de Saúde brasileiro em suas macrorregiões entre os anos de 2008 e 2024. Métodos: O estudo adotou uma abordagem quantitativa, ecológica-observacional, retrospectiva e analítica, com dados extraídos do site TABNET. Resultados: Observou-se que a região com maior gasto no intervalo estipulado foi a sudeste, com uma média anual de R$34.255,88 dentre todos os pacientes cromossomo patas, quase metade da média brasileira do mesmo período, que foi de R$75.840. Na sequência de ordem decrescente de valores, as regiões nordeste, sul, centro-oeste e norte contaram com uma média de, respectivamente, R$18.577,25, R$13.144,96, R$5.613,16 e R$5.208,98. O presente estudo corrobora com outros estudos brasileiros da temática. As diferenças observadas entre as regiões podem ser explicadas por diversos fatores estruturais e assistenciais. A cobertura heterogênea dos sistemas de vigilância epidemiológica e as desigualdades regionais podem influenciar na subestimação das demandas assistenciais. Conclusão: É possível afirmar que os custos com pacientes cromossomopatas possuem impacto relevante nos gastos relacionados à saúde pública do SUS no Brasil.

PDF

Referências

ACERO-GARCÉS DO, et al. Fragile X syndrome in children. Colombia Médica, 2023; 54(2): e4005089.

ALFARO HGDC, et al. Analysis of Down syndrome newborn outcomes in three neonatal intensive care units in Rio de Janeiro, Brazil. Revista da Associação Médica Brasileira, 2024; 70(3): e20231186.

ANTONARAKIS SE, et al. Down syndrome. Nature Reviews Disease Primers, 2020; 6(1): 9.

BERGLUND A, et al. The epidemiology of sex chromosome abnormalities. American Journal of Medical Genetics Part C: Seminars in Medical Genetics, 2020; 184(2): 202–215.

BERMUDEZ BEBV, et al. Quality of life in Down syndrome in Brazil: a cross-sectional study. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2023; 81(11): 943–948.

BLANCO-MONTAÑO A, et al. Risk factors in the origin of Down syndrome. Revista Médica del Instituto Mexicano del Seguro Social, 2023; 61(5): 638–644.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Análise da situação epidemiológica das anomalias congênitas no Brasil, 2010 a 2022. 2024. (Boletim Epidemiológico, 55: 6).

DA SILVA MARTINS FI, et al. Internação e mortalidade hospitalar com caráter de urgência no estado do Ceará: uma análise epidemiológica de 2008 a 2023. Amazônia: Science Health, 2024; 12(2): 120–133.

DUNN AC, et al. Adjusting health expenditures for inflation: a review of measures for health services research in the United States. Health Services Research, 2016; 53: 1.

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M): metodologia. Rio de Janeiro: FGV IBRE, 2024.

GRAVHOLT CH, et al. Turner syndrome: mechanisms and management. Nature Reviews Endocrinology, 2019; 15(10): 601–614.

JUNIOR EDCQ, et al. Perfil das internações hospitalares com caráter de urgência no estado de Alagoas entre 2015 e 2019. 2022.

KREPISCHI ACV, et al. Chromosomal microarray analyses from 5778 patients with neurodevelopmental disorders and congenital anomalies in Brazil. Scientific Reports, 2022; 12(1): 15184.

LEUTHNER SR e ACHARYA K. Perinatal counseling following a diagnosis of trisomy 13 or 18: incorporating the facts, parental values, and maintaining choices. Advances in Neonatal Care, 2020; 20(3): 204–215.

PIMENTEL PV e TAVARES GA. Análise do custo de internação relacionado a doenças crônicas não transmissíveis e suas principais complicações no Estado de Sergipe. 2023.

RIGGAN KA, et al. Evidence-based recommendations for delivering the diagnosis of X & Y chromosome multisomies in children, adolescents, and young adults: an integrative review. BMC Pediatrics, 2024; 24(1): 263.

SANTOS HLPC, et al. Public expenditure on hospitalizations for COVID-19 treatment in 2020, in Brazil. Revista de Saúde Pública, 2021; 55: 52.

SANTOS SSND e PORTILHO AJDS. Frequency of chromosomal syndromes in the Brazilian population between 2017 and 2021. Health Sciences Journal, 2022; 12: 75–82.

SILVEIRA MM, et al. Effect of COVID-19 on vaccination coverage in Brazil. Journal of Medical Microbiology, 2021; 70: 11.

WONGKRAJANG P, et al. Economic cost of patients with trisomy 13, 18, and 21 in a tertiary hospital in Thailand. PLoS One, 2023; 18(11): e0291918.