Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Perfil epidemiológico da microcefalia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil no período de 2015 a 2024
PDF

Palavras-chave

Microcefalia
Perfil epidemiológico
Vírus Zika
Recém-nascido

Como Citar

Perfil epidemiológico da microcefalia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil no período de 2015 a 2024. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(3), e22984. https://doi.org/10.25248/reas.e22984.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da microcefalia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, no período de 2015 a 2024, tendo como população alvo os pacientes diagnosticados com esta condição durante esse intervalo. Métodos: Pesquisa descritiva e quantitativa, a qual utiliza dados secundários obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), por meio da ferramenta de tabulação (TABNET) de dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Resultados: Evidenciou-se a prevalência de casos de microcefalia na região Nordeste em detrimento da região Norte do Brasil, no intervalo de 2015 a 2024. Isso está associado, principalmente, a fatores sociais, econômicos e educacionais, os quais corroboraram para o pico epidêmico em 2015-2016. Conclusão: Essas informações são essenciais para aprimorar estratégias de prevenção da microcefalia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, como também para a expansão de políticas governamentais que considerem as desigualdades regionais e socioeconômicas, visando investimentos em infraestrutura e iniciativas educativas para reduzir os riscos da microcefalia e oferecer apoio equitativo às populações mais vulneráveis.

PDF

Referências

ALBUQUERQUE MFPM, et al. Epidemia de microcefalia e vírus Zika: a construção do conhecimento em epidemiologia. Cadernos de Saúde Pública, 2018; 34: e00069018.

ARAÚJO TVB, et al. Association between microcephaly, Zika virus infection, and other risk factors in Brazil: final report of a case-control study. Lancet Infect Dis., 2018.

BARATA, ALSRB, et al. Impacto da microcefalia no subsistema fraterno por meio do teste da família: estudo de caso. Revista da SBPH, 2019; 22(1): 135–155.

BRADY OJ, et al. The association between Zika virus infection and microcephaly in Brazil 2015–2017: An observational analysis of over 4 million births. PLOS Medicine, 2019; 16(3): e1002755.

BRASIL. Ministério da Saúde. RESP – Registro de Eventos em Saúde Pública: Microcefalia. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. RESP-Microcefalia: manual de instruções. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico. v. 54, 3 abr. 2023.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde; Secretaria de Atenção à Saúde. Orientações integradas de vigilância e atenção à saúde no âmbito da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional: procedimentos para o monitoramento das alterações no crescimento e desenvolvimento a partir da gestação até a primeira infância, relacionadas à infecção pelo vírus Zika e outras etiologias infecciosas dentro da capacidade operacional do SUS. Brasília:Ministério da Saúde, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informação: RESP – Microcefalia. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022.

BRIZZI ACB, et al. Microcefalia e Zika Vírus: cenário do perfil epidemiológico do Brasil nos anos de 2015 a 2021. Development, 2022; 8(11): 73048-73059.

COSTA MO, BEDOR CNG. Diagnóstico da microcefalia: mudanças na vida familiar. Brazilian Journal of Health Review, 2021; 4(4): 17359-17378.

DEVAKUMAR D, et al. Infectious causes of microcephaly: epidemiology, pathogenesis, diagnosis, and management. The Lancet infectious diseases, 2018; 18(1): e1-e13.

DIPIERRI JE, et al. Mortalidade infantil devido à microcefalia antes do surto de Zika no Brasil. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Córdoba, 2019; 76(4): 217-221.

GUIMARÃES JR. Microcefalia: achados clínicos neonatais e condições perinatais infecciosas associadas. 2021. 95 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2021.

IBGE. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

JUNIOR FAL, et al. Epidemiologia do Zika vírus no estado do Tocantins. Revista de Gestão Social e Ambiental, 2025; 19(3): 1–17.

LIMA GCL, MENDONÇA GS. Microcefalia no Brasil – de 1998 a 2015: revisão de literatura a partir de um relato de caso. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2018.

MARINHO F, et al. Microcefalia no Brasil: prevalência e caracterização dos casos a partir do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), 2000–2015. Epidemiologia e serviços de Saúde, 2016; 25(4): 701 – 712.

MARTINS FR, et al. Repercussões emocionais em mães de crianças com microcefalia em decorrência do Zika Vírus. Development, 2021; 10(6): e18410615444.

MELO APL, et al. Síndrome congênita do Zika e impactos para as famílias: uma revisão integrativa. Ciência & Saúde Coletiva, 2022; 28: 1485–1498.

NUNEZ C, et al. Microcephaly in Australian children, 2016–2018: national surveillance study. Archives of Disease in Childhood, 2021; 106(9): 849-854.

OKAFOR C, KANEKAR, S. Imaging of microcephaly. Clinics in Perinatology, 2022; 49(3): 693-713.

OLIVEIRA CS, et al. Risk of Zika virus-associated birth defects in congenital confirmed cases in the Brazilian Amazon Rev Panam Salud Publica, 2020.

OSORO E, et al. Prevalence of microcephaly and Zika virus infection in a pregnancy cohort in Kenya, 2017–2019. BMC medicine, 2022; 20(1): 291.

PAIXÃO ES, et al. Mortality from Congenital Zika Syndrome — Nationwide Cohort Study in Brazil. The New England Journal of Medicine, 2022; 386(8): 757–767.

PIRES LS, et al. Microcefalia: semiologia e abordagem diagnóstica. Residência Pediátrica, 2019; 9(1): 70-79.

POWER GM, et al. Examining the association of socioeconomic position with microcephaly and delayed childhood neurodevelopment among children with prenatal Zika virus exposure. Viruses, 2020; 12(11): 1342.

POWER GM, et al. Mulheres, Zika e cuidados: interseções entre cuidado, classe e raça no contexto da epidemia de Zika vírus no Brasil. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2020; 30(4): e300414.

RAMOS WA, et al. Prevalência de anomalias congênitas prioritárias na Região Norte do Brasil. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, 2024; 26: e66428.

REINACH FC. A microcefalia que sempre existiu. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 23 jan. 2016.

REIS CB, et al. Socioeconomic vulnerability and microcephaly related to Zika virus in Brazil. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2024; 34: e34SP113.

RODRIGUES MSP, et al. Repercussões da emergência do vírus Zika na saúde da população do estado do Tocantins, 2015 e 2016: estudo descritivo. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2020; 29(4): e2020096.

SOUZA WV, et al. Microcephaly epidemic related to the Zika virus and living conditions in Recife, Northeast Brazil. BMC public health, 2018; 18: 1-7.

ZORZETTO R. Incertezas sobre a microcefalia. Revista Pesquisa FAPESP, São Paulo, ed. 241, mar. 2016.