Resumen
Objetivo: Analiza los discursos de gestores públicos, gerentes y empresarios sobre la relación entre el sistema público y el subsistema privado de salud en Maranhão. Métodos: Se trata de un estudio cualitativo, parte de una investigación multicéntrica, basado en 14 entrevistas realizadas entre 2018 y 2020 con actores de la gestión, la administración pública y privada y el sector empresarial de la salud. El análisis de las declaraciones se orientó por un marco de referencia que considera las decisiones y prácticas cotidianas como respuestas situadas a las limitaciones estructurales, tensiones y disputas en el sistema de salud. Resultados: Existen tensiones persistentes entre el Sistema Único de Salud (SUS) y el sector privado, asociadas a la expansión selectiva del mercado privado y a la intensificación de la demanda de servicios públicos. Las Organizaciones de la Sociedad Civil de Interés Público (OSCIP) y las Clínicas Populares de Salud surgen en los discursos como soluciones pragmáticas a las debilidades del SUS, aunque operan según lógicas distintas y mantienen una dependencia estructural del sistema público, sobre todo para absorber las demandas no resueltas. Conclusiones: Estos acuerdos van más allá de la idea de complementariedad funcional, reconfigurando las fronteras entre lo público y lo privado, produciendo dependencias institucionales e impactos en la organización de las redes, la universalidad y las desigualdades en materia de salud en Maranhão.
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