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Tendência temporal da hanseníase na capital mais hiperendêmica do Brasil
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Palavras-chave

Doenças negligenciadas
Epidemiologia
Hanseníase
Vigilância epidemiológica
Estudos de séries temporais

Como Citar

Tendência temporal da hanseníase na capital mais hiperendêmica do Brasil. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(1), e22158. https://doi.org/10.25248/reas.e22158.2026

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Resumo

Objetivo: Analisar a tendência temporal da hanseníase na capital mais hiperendêmica do Brasil, 2001 a 2020. Métodos: Estudo ecológico de séries temporais. Indicadores epidemiológicos e operacionais da hanseníase foram calculados a partir de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e analisados por modelos de regressão de Poisson por pontos de inflexão (Joinpoint). Resultados: Dos 7.165 casos novos diagnosticados no período, verificou-se que o coeficiente de detecção geral apresentou tendência heterogênea. Houve queda significativa (APC: -8,1; IC95%-13,2; -2,7) entre 2001 e 2013. De 2013 a 2018 a tendência foi significativamente crescente (APC: 40,3; IC95% 8,5; 81,5) e em 2019 e 2020 apresentou estabilidade (APC: -32,1; IC95% -62,3; 22,3). O coeficiente de detecção de casos com grau 1 de incapacidade física apresentou aumento significativo (APC: 21,1% IC95% 2,0; 43,9) entre 2001 e 2009 e a média percentual anual manteve-se estável no período total. O coeficiente de detecção com grau 2 manteve-se estável. Conclusão: Houve variabilidade nos indicadores de acordo com as ações que o município adota como prioridade.  As dificuldades operacionais do programa de controle da hanseníase ainda persistem e contribuem para a transmissão ativa e status hiperendêmico.

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