Resumo
Objetivo: Identificar elementos que influenciam a tomada de decisão de profissionais de saúde diante dos cuidados paliativos e de fim de vida, bem como avaliar o perfil de autoconfiança dos profissionais para a prestação desse tipo de cuidado. Métodos: Pesquisa exploratória, descritiva, quantitativa, realizada em dois hospitais de um município na região de Campo das Vertentes, além de uma Clínica privada de Oncologia e um Núcleo Regional de Voluntários de Prevenção e Combate ao Câncer. Aplicado Questionário Bonn Palliative Care Knowledge Test (BPW). Resultados: Entrevistado 95 profissionais de saúde. A média de idade foi de 37,6±10,7 anos, 69,5% são do sexo feminino. A respeito de quem deve ser considerado para participar do debate sobre as decisões sobre recusar ou suspender o tratamento, os profissionais de saúde mais citados foram médicos (72,6%), Psicólogo (71,6%) e Enfermeiro (70,5%), e 88,4% afirmaram desejar morrer de maneira repentina no ambiente domiciliar. A avaliação da autoconfiança revelou que todas as questões foram respondidas com maior frequência por correto, o que variou entre 53,7% e 75,8%. Conclusão: Os cuidados paliativos requerem uma proximidade emocional constante e sua filosofia preconiza que não sejam realizadas quaisquer intervenções de obstinação terapêutica, respeitando questões bioéticas.
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