Resumo
Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca da humanização da assistência no período perioperatório e seus impactos na experiência e recuperação do paciente cirúrgico. Métodos: Trata-se de revisão integrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, PubMed e BVS, utilizando os descritores relacionados à humanização, período perioperatório e enfermagem. Foram incluídos artigos publicados entre 2001 e 2023, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol. A seleção ocorreu conforme critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, sendo os dados organizados em quadro síntese para análise temática. Por se tratar de revisão integrativa, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Os estudos evidenciam que intervenções baseadas na comunicação terapêutica, no acolhimento, no preparo pré-operatório estruturado e no fortalecimento do vínculo profissional-paciente contribuem para a redução da ansiedade, o melhor controle da dor e a maior satisfação com o cuidado recebido. Destaca-se, ainda, a importância do trabalho multiprofissional e da segurança do paciente como dimensões complementares da humanização. Considerações finais: A humanização configura-se como estratégia essencial para qualificar a assistência perioperatória, favorecendo melhores desfechos clínicos e uma experiência positiva para o paciente.
Referências
AIKEN LH, et al. Hospital nurse staffing and patient mortality, nurse burnout, and job dissatisfaction. JAMA, 2002; 288(16): 1987-1993.
BACKES DS, et al. Humanização hospitalar: percepção dos usuários. Acta Scientiarum. Health Sciences, 2008; 27(2): 103‑107.
BARBOSA AC, et al. Humanização da assistência médica e de enfermagem ao paciente no período perioperatório em um hospital universitário. Revista Enfermagem UERJ, 2014; 22(5): 699‑704.
BARBOSA IA, SILVA MJP. Cuidado humanizado de enfermagem: o agir com respeito em um hospital universitário. Revista Brasileira de Enfermagem, 2007; 60(5): 546‑551.
BRADT J, et al. Music interventions for preoperative anxiety. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2013; 6: CD006908.
BRASIL. Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH). 2001. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnhah01.pdf . Acessado em: 10 de janeiro de 2026.
BRASIL. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. 2003. Disponível em: https://redehumanizasus.net/politica-nacional-de-humanizacao/. Acessado em: 10 de janeiro de 2026.
CAUMO W, et al. Risk factors for preoperative anxiety in adults. Acta Anaesthesiologica Scandinavica, 2001; 45(3): 298-307.
EVANGELISTA VC, et al. Equipe multiprofissional de terapia intensiva: humanização e fragmentação do processo de trabalho. Revista Brasileira de Enfermagem, 2016; 69(6): 1099‑1107.
FERREIRA U, et al. Estratégias de humanização da assistência no ambiente hospitalar: revisão integrativa. Revista Ciência Plural, 2021; 7(1): 147‑163.
GUO P. Preoperative education interventions to reduce anxiety and improve recovery among cardiac surgery patients: a review of randomised controlled trials. Journal of Clinical Nursing, 2015; 24(1-2): 34-46.
INSTITUTE FOR PATIENT- AND FAMILY-CENTERED CARE (IPFCC). Advancing the practice of patient- and family-centered care in hospitals, 2017; Disponível em: https://www.ipfcc.org/resources/getting_started.pdf. Acessado em: 10 de janeiro de 2026.
MOLINA-MULA J, et al. Impact of Nurse–Patient Relationship on Quality of Care and Patient Autonomy in Decision‑Making. IJERPH, 2020; 20:37.
MORAIS GS, et al. Comunicação como instrumento básico no cuidar humanizado em enfermagem ao paciente hospitalizado. Acta Paulista de Enfermagem, 2009; 22(3): 323‑327.
NI CH, et al. The anxiolytic effect of aromatherapy on patients awaiting ambulatory surgery: a randomized controlled trial. Evidence Based Complementary and Alternative Medicine, 2013; 2013:927419
NOGUEIRA JWS, RODRIGUES MCS. Comunicação efetiva no trabalho em equipe em saúde: desafio para a segurança do paciente. Cogitare Enfermagem, 2015; 20(3): 636‑640.
OMS. Guidelines for Safe Surgery, 2009. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241598552. Acessado em: 10 de janeiro de 2026.
OMS. Framework for action on interprofessional education and collaborative practice. 2010. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/framework-for-action-on-interprofessional-education-collaborative-practice . Acessado em: 10 de janeiro de 2026.
POWELL R, et al. Psychological preparation and postoperative outcomes for adults undergoing surgery under general anaesthesia. Cochrane Database of Systematic Reviews, Issue, 2016; 5: CD008646.
SANTOS CMC, et al. A estratégia PICO para a construção da pergunta de pesquisa e busca de evidências. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 2007; 15(3): 508-511.
SOUZA MT, et al. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein, 2010; 8(1): 102-106.
STREET RL, et al. How does communication heal? Pathways linking clinician–patient communication to health outcomes. Patient Education and Counseling. 2009; 74(3): 295–301.
ULRICH RS, et al. A review of the research literature on evidence-based healthcare design. Health Environments Research & Design Journal, 2008; 1(3): 61‑125.
