Resumen
Objetivo: El estudio buscó comprender los significados atribuidos por los trabajadores de la salud al uso de plantas medicinales y fitoterápicos en una unidad de salud con un programa de fitoterapia implementado. Métodos: Se trata de un estudio exploratorio-descriptivo con enfoque cualitativo, basado en entrevistas, con 11 participantes. Resultados: En el análisis temático surgieron dos temas: (1) la utilización de plantas medicinales y fitoterápicos, y (2) los significados atribuidos por los trabajadores de la salud a dicha práctica. Los hallazgos muestran que la implementación de la fitoterapia en los servicios de salud está marcada por concepciones diversas y contradictorias de los trabajadores, revelando tanto potencialidades como obstáculos vinculados al modelo biomédico hegemónico y a la falta de capacitación. Los trabajadores reconocen la eficacia de la fitoterapia, pero su uso está limitado por inseguridades en relación con la formación, la seguridad del recurso, la calidad y la valorización, lo que lleva a que muchas veces sea tratada como una opción secundaria frente a la alopatía. Conclusión: La fitoterapia es comprendida de manera diversa y contradictoria por los trabajadores, revelando potencialidades y barreras que evidencian la necesidad de capacitación y espacios de discusión para su efectiva implementación en los servicios de salud.
Referencias
AGUIAR J, et al. Práticas Integrativas e Complementares na atenção básica em saúde: um estudo bibliométrico da produção brasileira. Saúde debate [Internet], 2019;43(123):1205–18.
ALMEIDA MC de, et al. Depressive symptoms, anxiety, stress, and the use of medicinal plants by nursing students. Rev Gaúcha Enferm [Internet], 2025; 46:e20240244.
ANTONIO GD, et al. Phytotherapy in primary health care. Rev Saúde Pública, 2014; 48(3): 541-553.
BRASIL. Glossário temático : práticas integrativas e complementares em saúde / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2018; 180 p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política e Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
CACCIA-BAVA MCGG, et al. Disponibilidade de medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais nas unidades de atenção básica do Estado de São Paulo: resultados do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Ciênc saúde coletiva [Internet], 2017;22(5):1651–9.
CANDIDO GLA, et al. Capacidade terapêutica da fitoterapia na odontologia: uma análise abrangente das propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e reparadoras. International Journal of Science Dentistry, 2025; 1( 66): 84‑103.
CARVALHO AM de S, et al. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde na Atenção Primária à Saúde de Mossoró-RN. REV. CIÊNC. PLURAL [Internet], 2023; 9(3):1-21.
CHEROBIN F, et al. Plantas medicinais e políticas públicas de saúde: novos olhares sobre antigas práticas. Physis, 2022;32(3):e320306.
CONTATORE OA et al . Uso, cuidado e política das práticas integrativas e complementares na Atenção Primária à Saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2015 Out 20(10): 3263-3273.
CUZZUOL VRG, et al. O uso de fitoterápicos no tratamento do Diabetes Mellitus: uma revisão da literatura. Revista Baiana de Saúde Pública, 2021; 45(4):153-167.
FIGUEREDO CA, et al. A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos: construção, perspectivas e desafios. Physis, 2014; 24 (2): 381-400.
FISCHER F, et al. A Research Roadmap for Complementary and Alternative Medicine – What We Need to Know by 2020. Forsch Komplementmed, 2014; 21(2):e1-16.
GONÇALVES RN, et al. Os marcos legais das políticas públicas de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil. Revista de Aps, 2021; 23(3): 597-622.
HARAGUCHI LMM, et al. Impacto da Capacitação de Profissionais da Rede Pública de Saúde de São Paulo na Prática da Fitoterapia. Rev bras educ med [Internet], 2020; 44(1):e016.
IUKAVA LK, et al. Avaliação do conhecimento de acadêmicos de Farmácia sobre plantas medicinais e fitoterápicos. Arch Health Invest, 2021;10(7):1134-40.
LUZ MT. Natural, racional, social: razão médica e racionalidade científica moderna. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 2012; 202p.
MACHADO DC, et al. Percepções de coordenadores de unidades de saúde sobre fitoterapia e outras práticas integrativas e complementares. Saúde em Debate, 2012; 36(95):615-23.
MERHY EE. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. 3 ed. São Paulo: Hucitec, 2007;145p.
MINAYO MCdeS. Qualitative analysis: theory, steps and reliability. Ciência & Saúde Coletiva, 2012;17(3): 621-626.
NAGAI SC, QUEIROZ MS. Medicina complementar e alternativa na rede básica de serviços de saúde: uma aproximação qualitativa. Ciência & Saúde Coletiva, 2011; 16(3):1793-1800.
NEVES RG, et al. O conhecimento dos profissionais de saúde acerca do uso de terapias complementares no contexto da atenção básica. Revista de pesquisa: cuidado é fundamental, 2012; 4(3):2502-2509.
OLIVEIRA SGD, et al. An ethnomedicinal survey on phytotherapy with professionals and patients from Basic Care Units in the Brazilian Unified Health System. Journal of Ethnopharmacology, 2012;140(2): 428-437.
PEDROSO RS, et al. Plantas medicinais: uma abordagem sobre o uso seguro e racional. Physis, 2021;31(2):e310218.
RIBEIRO LHL. Análise dos programas de plantas medicinais e fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) sob a perspectiva territorial. Ciênc saúde coletiva,2019;24(5):1733–42.
SAMPAIO LA, et al. Percepção dos enfermeiros da estratégia saúde da família sobre o uso da fitoterapia. Revista Mineira de Enfermagem, 2012; 17(1):76-84.
SINGER J, ADAMS J. Integrating complementary and alternative medicine into mainstream healthcare services: the perspectives of health service managers. BMC Complementary and Alternative Medicine, 2014;14:167.
SILVA AA, PADILHA WAR. Fitoterapia e desmedicalização na Atenção Primária à Saúde: um caminho possível?. Rev Bras Med Fam Comunidade, 2022;17(44):2521.
RAMOS LFS, et al. Plants used by Brazilian communities of African descent for women's health. Clinics, 2025; 5(80):100513.
ROSA C, et al. Representações e intenção de uso da fitoterapia na atenção básica à saúde. Ciência & saúde coletiva, 2011; 16(1): 311-318.
RUPPELT BM, et al. Mapa de Evidências sobre a efetividade clínica das Plantas Medicinais Brasileiras: informe executivo. BIREME/OPAS/OMS, 2022; 48p.
TEIXEIRA GB, CONCEIÇÃO AO da. Plantas medicinais, saúde bucal e SUS: uma difícil integração das políticas públicas no interior da Bahia?. Physis, 2023;33:e33085.
THIAGO SC, TESSER CD. Family Health Strategy doctors and nurses' perceptions of complementary therapies. Revista de Saúde Pública, 2011; 45(2): 249-257.
ZENI ALB, et al. Capacitação de profissionais na atenção primária em saúde: um caminho para a promoção da fitoterapia. Revista Baiana de Saúde Pública, 2022; 45(3):70-91.
World Health Organization (WHO). Strategies on Traditional Medicine 2014-2023. 2013; 76p.
