Analise de interações medicamentosas em unidade de terapia intensiva em hospital de referência do nordeste brasileiro

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Nelso Coelho da Fonseca Junior
Luã Sousa Viana
Manoel Pinheiro Lúcio

Resumo

Objetivo: Esse estudo objetiva identificar e caracterizaras possíveis interações medicamentosas que acometem pacientes críticos internados emunidade de terapia intensiva. Trata-se de uma pesquisa observacional e descritiva, realizada em um hospital público terciário de referência do nordeste brasileiro. Métodos: Foram incluídas no estudo todas as prescrições médicas da unidade de terapia intensiva do referido hospital nos meses de abril e maio de 2018. Identificaram-se as interações droga-droga e posteriormente caracterizaram-se as mesmas segundo o grau de severidade em menores, moderadas e maiores, utilizando-se o aplicativo drugs.com. Resultados: Das 152 prescrições avaliadas, 96% apresentaram interações medicamentosas, das quais 85% eram moderadas, 10% menores e 5% maiores. As interações menores mais frequentes foram:ácido acetilsalicílico e carvedilol (42%), anlodipino e enalapril (31%), ácido acetilsalicílico e omeprazol, (27%). Dentre as interações de nível moderado, as mais frequentes foram fenitoína e ranitidina (38%), seguidas de enalapril e heparina  (33%), e anlodipino e fenitoína  (29%). As interações maiores mais encontradas foram: fenitoína e nimodipina (76%), fenitoína e fentanil (14%) e fentanil e ondansetrona (10%). Esses resultados demonstram uma taxa elevada de interações medicamentosas em unidade de terapia intensiva. Conclusão: Nessas condições verifica-se a importância da participação ativa da equipe multidisciplinar no acompanhamento dos pacientes críticos, especialmente no que diz respeito ao manejo das possíveis conseqüências das interações medicamentosas, possibilitando melhorias significativas no quadro clínico desses pacientes.

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Como Citar
JuniorN. C. da F., VianaL. S., & LúcioM. P. (2018). Analise de interações medicamentosas em unidade de terapia intensiva em hospital de referência do nordeste brasileiro. Revista Eletrônica Acervo Saúde, (18), e116. https://doi.org/10.25248/reas.e116.2019
Seção
Artigos Originais