Resumo
Objetivo: Avaliar o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares em estudantes do sexo feminino, do curso de Medicina, de uma Instituição de Ensino Superior em Curitiba – PR. Métodos: Foram amostrados 106 estudantes, predominantemente do ciclo básico (1º ao 8º período), a maioria reside com familiares, com faixa de peso dentro da normalidade e demonstrando interesse em participar de serviço de apoio aos Transtornos Alimentares. Foi utilizado o questionário Eating AttitudeTest (EAT-26), preenchido de forma virtual através de e-mails contendo o link da pesquisa, enviados pela própria Instituição. Resultados: A partir do teste EAT-26, 26,4% da amostra apresentou rastreio positivo (pontuação superior a 21), fato que denota considerável vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos alimentares, como a anorexia nervosa e bulimia nervosa. Esses valores são condizentes com os achados de outros estudos, que utilizaram o mesmo teste, inclusive em estudantes de Medicina. Conclusão: Conclui-se que há risco positivo para desenvolvimento de Transtornos Alimentares em estudantes de Medicina do sexo feminino, na amostra estudada, pois nesta fase existe uma grande preocupação com a aparência, tamanho e forma corporais, à qual se superpõe os fatores de estresse relacionados ao curso de graduação em Medicina.
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