Treinamento esfincteriano: disfunções eliminatórias decorrentes

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Maria Fernanda Oliveira Dias
Myllena Letycia da Silva Batista
Monica Augusta Mombelli
Thiago Luis de Andrade Barbosa
Ludmila Mourão Xavier Gomes de Andrade

Resumo

Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre o desenvolvimento infantil relacionadas ao sistema urinário, a micção e os desafios e estratégias de manejo parentais frente a enurese e encoprese das crianças. Métodos: Revisão integrativa de literatura, realizada entre setembro de 2021 e agosto de 2022, utilizando os descritores: “Desenvolvimento infantil” AND “Micção”; “Desenvolvimento infantil” AND “Sistema urinário”; “Desenvolvimento infantil” AND “Encoprese”; “Desenvolvimento infantil” AND “Enurese”; “Criança” AND “Encoprese”; “Criança” AND “Enurese”. A estratégia de busca permitiu encontrar 144 publicações nas bases de dados LILACS, PubMed e SciELO, publicadas no período de 2011 a 2021, sendo que quatro foram excluídas por serem duplicadas. Resultados: Existem múltiplos fatores que influenciam a aquisição do controle esfincteriano, sendo elas a maturidade socioemocional da criança, sua capacidade intelectual, determinantes culturais além de interações psicológicas entre eles e seus cuidadores. Nesse aspecto, intervenções terapêuticas multidisciplinares voltadas para o manejo comportamental e com foco na influência familiar têm demonstrado sucesso na resolução da incontinência urinária e fecal. Conclusão:  Reconhecer os sinais de prontidão, promover hábitos saudáveis e orientar adequadamente os pais e cuidadores sobre o desfralde são atitudes indispensáveis para a obtenção de resultados positivos na aquisição do controle de esfíncteres.

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Como Citar
DiasM. F. O., BatistaM. L. da S., MombelliM. A., BarbosaT. L. de A., & AndradeL. M. X. G. de. (2025). Treinamento esfincteriano: disfunções eliminatórias decorrentes. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25, e19087. https://doi.org/10.25248/reas.e19087.2025
Seção
Artigos Originais

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