Análise da evasão acadêmica no curso de odontologia após período de pandemia por SARS-CoV-2
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Resumo
Objetivo: Investigar as variáveis associadas à evasão pós-pandemia no curso de Odontologia. Métodos: Trata-se de um estudo com uma fase observacional, transversal, descritiva, quantitativa, com aplicação de questionários. Foram entrevistados 94 alunos, entre 15 e 30 anos, do primeiro ano do curso de Odontologia da Universidade Federal do Ceará – campus Fortaleza. Os dados foram expressos em frequências absoluta e percentual e analisados pelos testes exato de Fisher ou qui-quadrado de Pearson (p ≤ 0,05). Variáveis com associação significativa foram submetidas ao modelo de regressão logística multinomial (RLM). Resultados: Variáveis com associação significativa foram submetidas ao modelo de regressão logística multinomial (RLM). A probabilidade de desistência do curso foi maior entre os alunos com menor faixa etária e alunos do semestre inicial (95,7%). Ademais, cerca de 78% dos possíveis desistentes não haviam vivenciado nenhuma experiência prática odontológica. A RLM evidenciou que a ausência de experiência em atividades clínicas aumenta em 20,77 vezes a probabilidade de desistir do curso. Conclusão: Desse modo, apesar da pandemia ter sido desafiadora para a educação no Brasil em todos os níveis, os principais motivos para a evasão foram cursar o primeiro semestre e a ausência de experiência clínica nos semestres iniciais do curso.
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