Resumo
Objetivo: Investigar as morbidades autorreferidas entre professores da rede pública de ensino de um município brasileiro de médio porte populacional. Métodos: Inquérito epidemiológico, realizado com professores da Educação Básica distribuídos nas escolas da rede Estadual de ensino na zona urbana. A amostra foi do tipo probabilística por conglomerados em um único estágio (escolas). Foram avaliados 760 professores distribuídos em 35 escolas. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário autoaplicável com variáveis relativas à morbidade autorreferida. Analisados através da estatística descritiva, utilizando o programa Statical Package for Social Science (SPSS), versão 18.0. Resultados: Dentre os professores entrevistados, 85% referiu alguma morbidade, sendo que 13,8% referiram ter 6 ou mais diferentes morbidades coexistentes. Problemas oculares apresentaram a mais alta prevalência (40%), seguida por problemas de saúde mental (27,6%), enxaqueca e labirintite (25,7%), colesterol elevado (23,8%) e hipertensão arterial (17,4%). Conclusão: Foi alta a prevalência de morbidades autorreferidas entre os professores da rede pública. Medidas de prevenção no campo da saúde pública devem ser reafirmadas para uma melhor qualidade de vida e condições de trabalho entre os docentes.
